O Met Gala 2027 terá um tema bem diferente do que estava previsto inicialmente. A próxima edição do tradicional evento de moda será dedicada às roupas e aos materiais do cotidiano, com destaque para peças como camisetas, jeans, capas de chuva e moletons. Batizada de “extraORDINARY: fashion and the poetics of the everyday” (extraORDINÁRIO: moda e a poética do cotidiano, em tradução livre), a exposição foi anunciada pelo Museu Metropolitano de Arte de Nova York (Met) nesta quinta-feira (5).
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A mostra será conduzida por Andrew Bolton, curador responsável pelo Costume Institute, ao lado de Stephanie Kramer e Emily Mushaben, segundo a Vogue. A proposta é explorar como elementos comuns do vestuário podem ganhar novas interpretações no universo da moda, além de investigar como estilistas transformam materiais como papel, alumínio e plástico em peças de vestuário.
Segundo Bolton, a intenção é apresentar uma exposição que vá além de uma reunião de grandes criações da moda.
“Era muito importante criar uma exposição que não fosse apenas uma mostra de obras-primas ou algo que pudéssemos fazer um pouco mais facilmente”, afirmou o curador à Vogue.
O anúncio acontece depois que os planos para uma retrospectiva dedicada ao estilista John Galliano foram interrompidos. A exposição, que receberia o nome de “John Galliano: Horizons”, havia sido divulgada inicialmente em 31 de julho, mas foi cancelada em 31 de agosto, após a saída do próprio estilista do projeto.
A decisão ocorreu em meio à repercussão de declarações antissemitas e racistas feitas por Galliano em 2011. Na ocasião, o estilista foi condenado em Paris por dois crimes de ódio e recebeu uma multa equivalente a US$ 8.500 (cerca de R$ 46 mil, na cotação atual).
Ao comentar a decisão de não seguir com a retrospectiva, Galliano afirmou que não gostaria que a homenagem provocasse sofrimento ou desviasse a atenção do trabalho desenvolvido pelo museu.
“Não quero que o debate em torno de mim coloque o Met em uma posição difícil ou distraia do trabalho notável do Costume Institute”, escreveu o estilista em publicação no Instagram à época. “Continuo plenamente consciente da dor causada por minhas palavras no passado, em particular do dano que provoquei às comunidades judaica e asiática, e continuo profundamente arrependido”, acrescentou.
A retrospectiva teria sido apenas a terceira exposição do Costume Institute dedicada a um estilista vivo. As anteriores homenagearam Yves Saint Laurent, em 1983, e Rei Kawakubo, em 2017.
Met Gala 2027 anuncia novo tema após cancelar retrospectiva de John Galliano
