O México anunciou nesta quinta-feira o desmantelamento de uma vasta rede de contrabando de combustível após uma investigação que levou à prisão de um ex-governador estadual identificado como um de seus líderes, informou a Procuradoria-Geral da República. Esse crime, conhecido como “roubo fiscal de combustível”, é uma das atividades criminosas mais lucrativas, ao lado do narcotráfico, e envolveu altos funcionários públicos e oficiais da Marinha.
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Esta é “a maior rede de contrabando de combustível detectada até o momento”, que utilizava vagões-tanque ferroviários para trazer derivados de petróleo dos Estados Unidos, afirmou a Procuradora-Geral Ernestina Godoy em um vídeo. A organização criminosa operava por meio de uma empresa de serviços portuários fundada por Ernesto Ruffo, ex-governador do estado fronteiriço da Baja California (1989-1995), que foi preso horas antes do anúncio.
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Ruffo, do conservador Partido da Ação Nacional (PAN), foi o primeiro governador de oposição eleito democraticamente no México, um fato que marcou o início da decadência do PRI, que governava o país ininterruptamente desde a década de 1930.
As empresas da rede importavam formalmente produtos petrolíferos de refinarias no Texas, mas, ao entrarem no México, declaravam quantidades inferiores às reais ou registravam produtos diferentes dos que estavam sendo transportados.
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O combustível era distribuído principalmente nos estados de Coahuila, Durango e Zacatecas, sem passar por inspeções alfandegárias, e então transportado por caminhão para outras regiões do país. As transações financeiras da rede mostram transferências de mais de 3 bilhões de pesos (cerca de R$ 880 milhões) e operações cambiais totalizando US$ 1,386 bilhão (cerca de R$ 7,09 bilhões), afirmou Godoy.
O primeiro golpe contra essas quadrilhas ocorreu em março de 2025, com a apreensão de 10 milhões de litros de combustível ilícito em Tamaulipas, estado que faz fronteira com os Estados Unidos. Em setembro de 2025, 14 membros de uma das redes foram presos, incluindo cinco fuzileiros navais, e em abril do mesmo ano, um contra-almirante envolvido, que estava foragido, foi detido na Argentina.
México prende ex-governador e desmantela rede de contrabando de combustível
