A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou nesta quarta-feira, nas redes sociais, seu novo título eleitoral, vinculado ao Distrito Federal. Além de passar a votar em Brasília, Michelle agora também pode se candidatar ao parlamento pelo DF nas eleições de 2026, tema que já gera rumores sobre uma eventual empreitada política. “A boa filha retorna à sua casa. Novamente, eleitora em Brasília”, escreveu.
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Em nota, o PL Mulher confirmou a troca do domicílio eleitoral de Michelle, que também já teve registro em Ceilândia (DF). “Por ocasião de sua mudança para o Rio de Janeiro, o seu título de eleitor foi transferido para a capital do estado. Essa situação foi modificada e, novamente, Michelle Bolsonaro se tornou eleitora do DF”, informou o movimento.
Na semana passada, a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou ter um acordo para concorrer ao Senado em uma aliança com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). O posicionamento ocorreu após um encontro do governador com Bolsonaro e Michelle no aniversário do bispo evangélico JB Carvalho, em meados de julho.
Rocha afirmou ter falado com a ex-primeira-dama sobre o acordo para a disputa ao Senado — conversas que, segundo ele, estariam avançando —, conforme informações do portal Metrópoles. “A foto publicada foi registrada em um momento de celebração pelo aniversário do Bispo JB, em sua casa, e não em uma reunião política”, negou Michelle nas redes sociais.
Em fevereiro deste ano, contudo, Bolsonaro ressaltou que a dirigente do PL Mulher “aceitou” concorrer ao Senado pela legenda em 2026. “O que eu lutei muito para ela aceitar foi o cargo no Senado, assim como meu filho. Ela deu sim, mas espero que ela venha”, disse em entrevista ao portal Leo Dias.
Atualmente, os senadores eleitos pelo Distrito Federal são Damares Alves (Republicanos), Izalci Lucas (PL) e Leila Barros (PDT). Após a operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o ex-presidente Bolsonaro para o cumprimento de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), Damares se posicionou a favor da amiga e ex-primeira-dama.
“Eu vi nascer da humilhação, da perseguição, a maior líder que esta nação poderia esperar”, disse Damares. “Encontraram lá uma mãe que, como uma leoa, brigou por sua filha e, como uma esposa, lutou pelo seu lar. Mas da humilhação nasceu uma grande líder. Bolsonaro vai se calar neste momento, mas quem vai nos conduzir é a maior líder da oposição, a maior líder da nação conservadora”, completou.
A senadora também pediu uma “união das donas de casa” em solidariedade à ex-primeira dama. “Não é hora de divisão ou de busca por protagonismo. É hora de unir a direita em torno do nome de Michelle”, afirmou.
Conforme publicado pela colunista Bela Megale, do GLOBO, o ex-presidente garantiu a aliados que seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vai concorrer a um cargo no Senado, mas por outro estado que não seja o Rio de Janeiro.
Uma das opções é que Carlos dispute uma vaga por Santa Catarina. Outra é São Paulo, caso o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja candidato à Presidência, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará sendo o nome no Rio de Janeiro.