O Dia Nacional do Samba, celebrado nesta terça-feira (2), ganhou um significado especial para Mileide Mihaile, que revisita no ritmo parte essencial de sua própria história. Rainha de bateria da Unidos da Tijuca, a influenciadora e empresária afirma que o samba ultrapassa a dimensão artística e se tornou um eixo fundamental de sua vida.
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A relação de Mileide com o samba nasceu na dança — primeiro território onde descobriu sua entrega artística. “A dança foi meu primeiro caminho, minha base pra tudo. Eu comecei como bailarina, e foi ali que aprendi a me entregar. Com o tempo, o samba foi me encontrando de um jeito especial e eu mergulhei com muita garra e vontade de aprender, de dar o meu melhor na avenida. Hoje o samba faz parte de mim”, relembra.
Essa caminhada ganhou força com o acolhimento das comunidades por onde passou. Para Mileide, o carinho do público transforma o cotidiano carnavalesco. “Viver essa fase tão bonita é um reconhecimento de toda a trajetória que construí. Tive grandes experiências, passei por diferentes escolas, que tenho um carinho enorme, e eu fico muito emocionada com o acolhimento que recebo diariamente, principalmente agora na Tijuca. As pessoas, a comunidade, me tratam com tanto amor que eu volto pra casa sempre mais leve, mais feliz, mais realizada. Esse carinho é um combustível pra mim”, diz.
O samba também se tornou um espaço de força e amparo. “Eu sempre digo que o samba me acolheu num momento em que eu mais precisava ser forte. Ele me deu voz e me mostrou um sentido de comunidade. Não é só música, nem dança, é pertencimento. A cada ano eu me apaixono mais e mais. É uma energia que atravessa a gente de um jeito que é difícil até de expressar e colocar em palavras”, compartilha.
Para Mileide, a data é também um chamado à memória e à resistência. “O samba é uma das maiores expressões culturais do nosso país e precisa ser exaltado todos os dias. É resistência. Eu faço muita questão de enaltecer quem veio antes. Me emociona pensar em quantas pessoas lutaram, e ainda lutam, para que essa festa continue existindo. Honrar essa ancestralidade é parte do meu compromisso com o samba e algo que busco fazer diariamente. Eu me sinto muito honrada em viver isso tão de perto e fazer parte dessa história”, finaliza.

