Um militar da Marinha do Brasil foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante uma operação da Polícia Federal, na manhã da última quarta-feira, no Rio. Ele é um dos alvos da segunda fase da Operação Polaridade, que investiga um esquema criminoso de fraude em processos de aquisição de armas e munições por Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). A ação cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária em cinco municípios fluminenses.
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Além do militar da Marinha, dois policiais militares da ativa estão entre os alvos da operação. Os agentes foram em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o grupo atuava para liberar irregularmente processos administrativos de autorização para compra de armas e munições por meio do sistema Sinarm-CAC. As investigações apontam que pessoas interessadas em obter as autorizações pagavam propina diretamente a um funcionário terceirizado, que facilitava a aprovação dos pedidos em desacordo com a legislação.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão submetidos à perícia.
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Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo, entre outros crimes que possam ser identificados no decorrer das investigações.
A Polícia Federal continua apurando para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.
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Militar da Marinha é preso em operação da PF que investiga esquema de fraude na compra de armas para CACs no RJ
