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setembro 25, 2026
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Ministério da Saúde pede avaliação para incluir canetas emagrecedoras no SUS; entenda

Por · setembro 25, 2026
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O Ministério da Saúde solicitou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a incorporação ao SUS das chamadas canetas emagrecedoras. O pedido da pasta foi protocolado na última quinta-feira e prevê a avaliação da oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade.
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O documento entregue pelo Ministério da Saúde também aponta redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano, com a ampliação da concorrência. Nesse contexto, a pasta solicita que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e Wegovy) ou liraglutida, compostos que não são mais protegidos por patente no país.
Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no Brasil, sendo 14 delas em 2026, incluindo versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. E novos registros ainda são esperados. A ampliação da concorrência fez do Brasil o país com a maior variedade do produto no mundo e derrubou os preços no varejo.
A eventual incorporação ao SUS deverá estabelecer os critérios clínicos para acesso ao tratamento, concentrando a utilização nos pacientes em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.
Tratamento da obesidade
Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.
A pasta destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025. A medida é complementar às estratégias já adotadas pelas políticas vigentes.
A OMS enfatiza a importância do acesso equitativo às terapias com GLP-1 e da preparação dos sistemas de saúde para seu uso. A organização entende que sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes. E apela para ações urgentes em relação à produção, à acessibilidade e à prontidão dos sistemas de saúde globais.
Por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), o Ministério da Saúde também conduz estudos que avaliam o uso desse tipo de medicamento em pacientes do SUS com obesidade.

Ministério da Saúde pede avaliação para incluir canetas emagrecedoras no SUS; entenda