A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, está sendo investigada por não declarar algumas joias em seu patrimônio, informou nesta terça-feira a Promotoria de Paris. O caso marca mais um episódio envolvendo a funcionária e faz parte de um rigoroso controle sobre a transparência de bens de membros do governo francês.
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De acordo com a legislação, políticos devem declarar seus bens e interesses à Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública (HATVP) ao assumir o cargo. Segundo investigações publicadas em abril pelo jornal Libération, Dati teria omitido joias avaliadas em 420 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões). O veículo Blast estimou o valor em 600 mil euros (aproximadamente R$ 3,7 milhões). A legislação obriga a declaração de bens cujo valor supere 10 mil euros.
Em entrevista à rádio France Inter no início de maio, a ministra afirmou: “Não tenho nada a regularizar. Nunca cometi nenhum erro em nenhuma declaração. Então não será hoje que vou começar”.
Segundo o Libération, a última declaração de Dati, publicada pela HATVP em junho de 2024, indica patrimônio de aproximadamente 5,6 milhões de euros, incluindo imóveis na França e no Marrocos, contas correntes, seguros de vida e produtos de poupança.
A Promotoria de Paris abriu a investigação após denúncias que apontam possível infração.
Além deste inquérito, Dati, candidata conservadora à eleição para a prefeitura de Paris em março, responde a acusações de corrupção e tráfico de influência envolvendo o ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn. A data do julgamento será divulgada em 29 de setembro.
Filha de imigrantes norte-africanos de classe trabalhadora, a ministra nega todas as acusações.