O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), disse que agentes econômicos que procuram a estatal Pré-Sal Petróleo S.A., ligada à pasta, devem ser tratados “todos iguais”, comparando-os a um “caminhão de japoneses”. A declaração foi proferida nesta quinta durante um evento sobre as novas regras para a comercialização de gás natural da União.
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— Os agentes econômicos, quando procuram um gestor, têm que ser tratados como um caminhão de japonês (sic). São todos iguais. Você não tem um agente de estimação. Pelo menos é o certo para quem está servindo ao país do lado de cá da mesa — disse Silveira.
O GLOBO procurou a pasta sobre o teor da manifestação do ministro, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue em aberto.
A norma alternada nesta quinta foi estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética e permite que o gás natural que pertence à União seja vendido diretamente para a indústria nacional por meio de leilões realizados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). Hoje, o produto é vendido para empresas petroleiras habilitadas por meio de leilões públicos e refinarias.
A empresa estatal vinculada ao MME poderá realizar leilões de curto (2026 a 2030) e longo prazos (2030 em diante). O objetivo é baratear o preço do gás natural ao ampliar a oferta do insumo no mercado. Segundo o governo, os certames devem priorizar a indústria de base em setores como química, petroquímica, fertilizantes e petroquímica. A medida também poderá beneficiar as usinas termelétricas.

