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setembro 25, 2026
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Miss Universo pode excluir seis países asiáticos de concurso em decisão inédita; entenda

Por · setembro 25, 2026
Miss Universo pode excluir seis países asiáticos de concurso em decisão inédita; entenda


Seis candidatas do Sudeste Asiático podem ficar de fora do Miss Universo 2026, em uma situação inédita provocada por uma disputa entre as duas empresas que controlam o concurso de beleza. A JKN Universe LLC, proprietária da marca Miss Universo, afirmou que representantes de Tailândia, Indonésia, Vietnã, Laos, Malásia e Cingapura não estão autorizadas a participar da 75ª edição, marcada para novembro, em Porto Rico.
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Segundo o site britânico The Independente, a decisão foi anunciada em 18 de setembro, mas rejeitada pela Miss Universe Eastern (MU East), empresa responsável pelos territórios da região leste e administrada pelo empresário tailandês Nawat Itsaragrisil. A companhia afirma que as seis candidatas têm direito contratual de disputar o concurso e que suas participações não deveriam ser afetadas pelo conflito entre os proprietários.
A JKN Universe alegou que os contratos de franquia para os seis países foram firmados sem um acordo de licenciamento válido com a empresa e, portanto, eram “não autorizados” e “nulos” desde o início.
Por que as candidatas foram impedidas?
Segundo a JKN Universe, a MU East não teria autoridade para conceder ou transferir direitos relacionados à marca Miss Universo. A empresa afirmou que os contratos de franquia dos seis países foram firmados sem um acordo de licenciamento válido e, por isso, seriam “não autorizados” e “nulos” desde o início.
A MU East contestou a declaração e afirmou que não havia analisado nem aprovado o comunicado da JKN Universe. Segundo a empresa, o texto não representa uma posição acordada entre os dois proprietários do concurso.
A companhia também rejeitou a tentativa de invalidar os contratos de franquia.
— A MU East não aceita que acordos válidos, firmados no âmbito de seus direitos territoriais, sejam cancelados por meio de um comunicado público unilateral — declarou a empresa.
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Lillian SUWANRUMPHA / AFP
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Empresário diz que candidatas irão a Porto Rico
Nawat Itsaragrisil foi nomeado CEO da MU East em 31 de julho. A empresa é responsável por uma equipe que representa 95 países e territórios da região leste.
Em uma coletiva realizada em 18 de setembro, o empresário manifestou apoio às seis candidatas e afirmou que elas viajariam para Porto Rico, apesar do comunicado da JKN Universe.
— Eu não vou, mas as candidatas certamente irão — disse Itsaragrisil, segundo o jornal The Nation.
Até o momento, apenas a Tailândia já escolheu sua representante entre os seis países afetados. Tharina Botes foi coroada Miss Universo Tailândia em agosto. Malásia e Vietnã devem selecionar suas candidatas no próximo mês.
Conflito já havia marcado edição anterior
A disputa ocorre um ano depois de Itsaragrisil se envolver em outro episódio polêmico no Miss Universo. Durante a edição de 2025, realizada em Bangkok, várias candidatas abandonaram um evento preliminar depois que o empresário repreendeu publicamente a então Miss México, Fátima Bosch, por sua participação em atividades promocionais.
Na ocasião, Itsaragrisil chamou Bosch de “cabeça-oca” e pediu que integrantes da segurança a retirassem do evento. A situação provocou a saída de várias concorrentes, entre elas a então Miss Universo, Victoria Kjær Theilvig, da Dinamarca, que deixou o local em solidariedade à mexicana.
O presidente do Miss Universo, Raúl Rocha, condenou posteriormente o comportamento do empresário e afirmou que sua participação na competição de 2025 seria “restrita”.

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