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setembro 25, 2026
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Mister Universo levanta debate: até onde vai o papel dos pais na rotina dos filhos?

Por · setembro 25, 2026
Mister Universo levanta debate: até onde vai o papel dos pais na rotina dos filhos?


Quando uma criança ainda depende dos adultos para boa parte das escolhas do dia a dia, quem deve responder quando esses hábitos passam a representar um risco para a saúde? A pergunta ganhou espaço no debate público diante do crescimento do sobrepeso e da obesidade entre crianças e adolescentes e também envolve questões que vão além da alimentação, como rotina familiar, condições sociais e acesso a cuidados.
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Estimativas do Atlas Mundial da Obesidade 2026 apontam que cerca de 16,6 milhões de brasileiros entre 5 e 19 anos viviam com sobrepeso ou obesidade em 2025. Desse total, 6,6 milhões tinham entre 5 e 9 anos e outros 9,9 milhões, entre 10 e 19. O levantamento estima ainda 1,4 milhão de casos de hipertensão e 4 milhões de doença hepática metabólica associada ao IMC elevado nessa população.
A questão, porém, não pode ser reduzida à ideia de que os pais são os únicos responsáveis pelo peso dos filhos. Alimentação, rotina, condições financeiras, ambiente em que a criança vive e características individuais podem influenciar os hábitos e a relação com o próprio corpo. Por isso, falar em culpa pode simplificar uma situação que envolve diferentes fatores.
Ao mesmo tempo, os adultos têm participação direta em decisões que fazem parte do cotidiano infantil, como os alimentos disponíveis em casa, a organização dos horários, as oportunidades de atividade física e a procura por acompanhamento quando surge alguma preocupação. É justamente nessa fronteira entre cuidado e autonomia que o tema se torna mais delicado.
A discussão ganhou força após o bicampeão do Mister Universo Sérgio Fialho, de 40 anos, defender que pais ou responsáveis possam ser responsabilizados em casos nos quais, segundo ele, exista risco comprovado à saúde, acompanhamento profissional e acesso ao cuidado, mas as recomendações sejam ignoradas de forma recorrente.
A ideia apresentada por Fialho, candidato a deputado federal pelo Paraná, parte de uma questão mais ampla sobre o papel dos adultos nas escolhas que envolvem a rotina dos filhos. Na avaliação dele, uma eventual medida só deveria ser considerada quando a família tivesse acesso ao acompanhamento necessário.
“Criança não escolhe sozinha o que compra, o que come nem o estilo de vida que tem dentro de casa. Antes de falar em responsabilização, o Estado precisa oferecer acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Mas, se existe risco comprovado, o tratamento está disponível e os responsáveis escolhem ignorar repetidamente as orientações, acredito que o Estado precisa intervir”, afirma.
Para Fialho, a questão também não deve partir da ideia de que o sobrepeso ou a obesidade indicam, por si só, falta de cuidado por parte da família.
“Obesidade infantil não pode virar motivo para apontar o dedo para uma família. O que eu quero discutir é outra situação: quando uma criança precisa de cuidado, existe orientação e quem responde por ela escolhe não agir. É nesse ponto que precisamos discutir até onde vai a responsabilidade dos pais”, conclui.
Sérgio Fialho coloca em debate o papel dos pais nas escolhas dos filhos
Divulgação | CO Assessoria

Mister Universo levanta debate: até onde vai o papel dos pais na rotina dos filhos?