Numa declaração divulgada esta sexta-feira, nas redes sociais, foi anunciado que o músico, produtor e compositor inglês William Orbit (nascido William Wainwright) morreu em sua casa, aos 69 anos de idade, no dia 23 de julho.
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“Estamos profundamente entristecidos com a sua morte”, lê-se na declaração. “Sentiremos muito a sua falta, tal como tantos outros cujas vidas tocou através da música, da amizade e da sua bondade.” Não foi divulgada a causa da morte.
Orbit foi o produtor de pelo menos dois álbuns de grande relevância para a música pop: “Ray of light” (1998), de Madonna; e “13” (1999), do grupo inglês Blur (dos hits “Tender” e “Coffee & TV”). Ao longo da carreira, ele colaborou com vários outros músicos, entre os quais os o grupo U2 (na música “Electrical Storm”), Pink (“Feel good time”, do filme “As Panteras detonando”) Britney Spears, All Saints (no sucesso (“Pure shores”), Robbie Williams (nas faixas “Louise” e “Summertime”, do álbum “Rudebox”, de 2006) e Beth Orton.
Nascido em Londres a 15 de dezembro de 1956, Orbit ajudou a redefinir a cena pop nos anos 90 e no início dos anos 2000. O primeiro grande sucesso foi com o grupo Bassomatic, que chegaram ao Top 10 com o tema “Fascinating Rhythm”.
O êxito dessa canção abriu-lhe as portas para trabalhar em remixes para Prince e o grupo The Cure, e para Madonna, cujo álbum “Ray of light” é considerado por muitos como um dos melhores da sua discografia, com sucessos como a faixa-título e “Frozen”. O disco ganhou três Grammys em 1999 e Orbit voltou a colaborar com Madonna nos álbuns “Music” e “MDNA” e na música “Beautiful Stranger”, que ela lançou na trilha do filme “Austin Powers: O Agente Bond Cama”, de 1999.
O inglês estreou em carreira solo em 1987, com o álbum “Orbit”, e dois anos depois criou a gravadora Guerilla Records em 1989. No final dos anos 1990, ele teve uma série de programas de rádio em Los Angeles pela emissora KCRW chamado Odyssey Stereo. A música de Orbit “Time to get wise” foi usada como trilha sonora do filme “What the bleep do we know!?”, de 2004.
Ao longo da carreira, Orbit lançou também 12 álbuns a solo de sucesso, sendo o mais bem-sucedido “Pieces in a modern style”, de 1995, com releituras eletrônicas de peças de compositores clássicos com Samuel Barber, John Cage, Erik Satie, Vivaldi, Beethoven e Ravel. O mais recente é “The Painter”, de 2022.

