A tempestade Lala ganhou força e se tornou um furacão, deslocando-se em direção ao arquipélago do Havaí com ventos de 120 quilômetros por hora, anunciou neste sábado (15) o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
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“Dados recentes de satélite e radar indicam que o Lala se intensificou”, informou o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) em seu relatório mais recente, às 19h (horário local). Naquele momento, o sistema estava localizado a 135 quilômetros a sudeste da “Big Island” (Ilha Grande) do Havaí, uma das oito ilhas principais do arquipélago de mesmo nome no Pacífico.
“Espera-se chuva significativa, ventos fortes, mar agitado e perigoso, além de inundações localizadas”, alertou o NWS, acrescentando que também podem ocorrer deslizamentos de terra.
Mais cedo no sábado, enquanto o Lala ainda era uma tempestade tropical, chuvas torrenciais já haviam atingido a “Big Island” do Havaí.
As condições adversas podem persistir até domingo.
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Josh Green, governador do estado insular americano no Pacífico, declarou estado de emergência na quinta-feira (14). O Lala “representa uma séria ameaça ao nosso estado, particularmente à Ilha do Havaí, e estamos tomando medidas para garantir que recursos estejam disponíveis quando necessário”, disse ele em um comunicado.
Um alerta de furacão também estava em vigor para o Condado do Havaí — que abrange a “Big Island” —, juntamente com um alerta de tempestade tropical para as ilhas de Maui, Molokai e Kahoolawe, situadas a noroeste.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) afirmou que a “Big Island” pode registrar chuvas superiores a 60 centímetros e uma maré de tempestade acompanhada por “ondas perigosas”. A “Big Island” é a segunda ilha mais populosa do arquipélago, com 210 mil habitantes, ficando atrás de Oahu, que abriga mais de um milhão de pessoas.
O Lala chega em um momento em que um poderoso fenômeno El Niño se formou no Pacífico equatorial central; as temperaturas já estão tão elevadas que a NOAA prevê agora uma probabilidade de 69% de “um evento histórico que superaria a intensidade de episódios anteriores de El Niño desde 1950” quando atingir seu pico entre outubro e dezembro. Cientistas alertam regularmente que as mudanças climáticas, impulsionadas pela dependência da humanidade em relação aos combustíveis fósseis, aumentaram a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos.

