O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, abriu inquérito para apurar as circunstâncias da abordagem da Polícia Militar ao veículo do candidato Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo do estado contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), atualmente no cargo.
Na noite de terça-feira (11), Haddad relatou uma possível tentativa de intimidação ao seu motorista, que não teve o nome divulgado. O candidato retornava de um evento na Faculdade de Direito da USP, por volta das 22h30, quando uma viatura “jogou luz no pára-brisa” para checar quem estava dentro do carro. Após deixá-lo em casa, o motorista seguiu viagem e teria sido seguido por vários minutos.
O petista acionou a Secretaria Estadual de Segurança Pública no dia seguinte, ao saber da notícia, e recebeu como explicação do governo que a viatura da PM em questão tentava localizar uma gangue do “quebra-vidro” na região central da cidade. Os veículos, porém, eram diferentes, e Haddad alega que o horário da ocorrência não condiz com o do relato.
A coligação “Desperta SP”, liderada pelo PT, entrou com uma notícia de fato no MPF “em face de supostos atos de intimidação e coação policial contra o candidato ao governo do estado Fernando Haddad”. Despacho assinado pelo procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt autorizou a instauração do inquérito.
“A coligação destacou o nexo temporal entre os fatos e as críticas públicas proferidas pelo candidato à gestão da Segurança Pública estadual em debate televisivo ocorrido dois dias antes, sugerindo uma possível retaliação institucional”, aponta o documento. Trata-se do primeiro debate entre Haddad e Tarcísio nestas eleições, realizado no domingo (9), pela TV Band.

