Uma mulher de 36 anos perdeu a consciência e sofreu uma lesão cerebral durante o exame da Ordem dos Advogados de Nova York, equivalente à OAB brasileira, em uma universidade de Long Island, nos Estados Unidos. O caso ocorreu em 30 de julho de 2025, durante a sessão da manhã da prova, e agora é alvo de uma ação judicial movida por Mary Jane Jung contra o estado e a Comissão de Exame da Ordem.
Segundo os documentos apresentados à Justiça do Condado de Nassau, Jung começou a ter dificuldade para respirar e caiu da cadeira no Complexo Esportivo e de Exposições David S. Mack, na Universidade Hofstra. A ação afirma que ela ficou inconsciente e com a pele arroxeada enquanto fiscais orientavam os demais candidatos a continuar respondendo às questões.
Universidade contesta versão sobre demora no socorro
A família de Jung acusa os responsáveis pela aplicação da prova de terem demorado para interromper o exame e permitir o atendimento médico. Segundo o processo, serviços de emergência não teriam sido acionados imediatamente, e procedimentos como reanimação cardiopulmonar e o uso de um desfibrilador externo automático teriam sido atrasados.
A universidade, porém, apresenta outra versão. A Hofstra afirma que agentes de segurança prestaram atendimento de primeiros socorros e iniciaram a reanimação cardiopulmonar imediatamente, antes da chegada dos paramédicos, que levaram Jung ao Nassau University Medical Center.
De acordo com Carmen Beauchump Ciparick, ex-juíza e presidente do Conselho de Examinadores da Ordem dos Advogados de Nova York, a universidade respondeu à emergência dois minutos e meio após Jung desmaiar, e três minutos e meio antes do intervalo para o almoço.
O advogado de Jung, Imran H. Ansari, afirmou ao Newsday que espera que o processo leve à responsabilização dos envolvidos e provoque mudanças na maneira como o exame é administrado em situações de emergência.
— Mais importante ainda, o sofrimento da Sra. Jung terá repercussão e provocará mudanças na forma como o teste é administrado e como aqueles que hospedam os candidatos atendem às suas necessidades, principalmente em caso de emergência médica — disse.
Jung, formada pela Faculdade de Direito de Fordham, afirma ter sofrido uma parada cardíaca que resultou em lesão cerebral e posteriormente precisou receber um desfibrilador implantado no peito. Ela busca indenização por danos financeiros, mas o valor não foi divulgado. A Universidade Hofstra e a Comissão Estadual de Exame da Ordem dos Advogados não responderam às acusações, segundo as informações apresentadas no processo.

