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Em entrevista à CBN, Samantha Gonçalves Carvalho contou que estava em frente ao portão de casa com vários parentes. Era uma ocasião especial: a família estava recepcionando o sobrinho Gustavo Henrique que tinha acabado de sair da prisão. A casa da família fica numa esquina a poucos metros de onde os criminosos atacaram o policial aposentado.
Samantha contou que chegou a pensar que o barulho dos disparos poderiam ser fogos de artifício, mas só depois de alguns segundos ela se deu conta que estava ferida. Samantha e o sobrinho foram hospitalizados e ela recebeu alta na noite passada, depois de cirurgia para remover um dos dois projéteis que a atingiram na perna.
Ela agora precisa de uma bengala para se locomover e ainda não tem previsão de quando poderá voltar à rotina como faxineira. O sobrinho, por sua vez, deve permanecer hospitalizado por pelo menos mais uma semana, já que foi baleado com um disparo de fuzil que fraturou o osso da perna, o que torna o processo de recuperação mais demorado.
Imagens do crime mostram o carro do ex-delegado-geral sendo perseguido e colidindo com um ônibus. Na sequência, homens descem de outro veículo e atiram contra o automóvel da vítima. O ataque ocorreu na avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, na Vila Caiçara, por volta das 18h20, segundo a Polícia Militar.
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Nomeado pelo então governador João Doria, Fontes assumiu a função de delegado-geral da Polícia Civil de 2019 a 2022 e, desde 2023, trabalhava na prefeitura de Praia Grande. Fontes foi o delegado responsável por revelar a organização, a estrutura hierárquica e a dimensão do PCC pouco tempo depois que a facção surgiu nos presídios paulistas. É dele também os inquéritos policiais que resultaram nas principais condenações de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da organização criminosa.
Marcola e outras 14 lideranças da facção cumpriam pena em Presidente Venceslau (SP) quando foi determinada a transferência para o sistema federal. A notícia desagradou ao PCC, segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que veio à tona em agosto de 2019. Ele foi “jurado de morte” à época.

Novas imagens mostram tentativa de ex-delegado escapar de criminosos
Três semanas antes de ser executado, Fontes afirmou temer por sua segurança. No dia 25 de agosto, ele disse que estava “sozinho” na cidade da Baixada Santista, reduto antigo do PCC, e que não contava com nenhuma proteção do Estado. A declaração foi dada durante uma longa entrevista para um podcast, ainda em produção, da rádio CBN e do jornal O GLOBO.
— Eu tenho proteção de quem? Eu moro sozinho, eu vivo sozinho na Praia Grande, que é no meio deles. Pra mim é muito difícil. Se eu fosse um policial da ativa, eu tava pouco me importando, teria estrutura para me defender, hoje não tenho estrutura nenhuma.