Índia Armelau (PL), de 39 anos, foi a deputada estadual mais votada no estado do Rio: obteve 248.504 votos contra os 57.582 da eleição passada, em 2022. Renata Souza (Psol), com 176.871 votos, e Dani Balbi (PCdoB), com 169.474 votos, foram terceiro e quarto lugares. Apesar de o número de mulheres eleitas ser o mesmo do último pleito para a Assembleia Legislativa do Rio, 16, a maioria é feminina nas quatro primeiras colocações.
A distribuição das vagas para a Alerj leva em consideração a votação obtida pelos partidos e federações e pelos próprios candidatos. Deputados estaduais, federais e distritais são escolhidos pelo sistema proporcional, e não pelo sistema majoritário usado nas eleições para presidente, governador e senador.
As causas que defendem a jornalista Renata Souza (Psol) e a professora Dani Balbi (PCdoB), duas das três mulheres eleitas neste domingo (4), são progressistas. Índia Armelau, ex-nadadora e profissional de Educação Física, se declara conservadora.
Além das três, as outras mulheres eleitas para cargos de deputadas na Alerj neste domingo (4) foram: Elika Takimoto (PT), Dra. Gabriela (PL), Verônica Lima (PT), Fernanda Neves (PDT), Marina do MST (PT), Dani Monteiro (PSOL), Tia Ju (Republicanos), Luciana Boiteux (PSOL), Giselle Monteiro (PL), Ana Paula Mendes (PSD), Zeidan (PT), Carla Machado (PSD) e Joyce Trindade (PSD). Há dois anos, a Assembleia tem ampliado ações em prol das parlamentares do gênero feminino.
Em 2024, foi instalada, por exemplo, a Procuradoria Especial da Mulher, com o objetivo de promover a defesa dos direitos das mulheres vítimas de violência, assim como garantir a plena participação e representação de mulheres nos espaços de poder e decisão.
Renata Souza, presidente da Comissão da Mulher
Renata Souza vai para o seu terceiro mandato. Em julho deste ano, Renata Souza batalhou pela permanência no cargo de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, após o candidato a governador do Rio Douglas Ruas (PL), então presidente da Alerj, tê-la afastado numa reorganização de forças políticas. Renata vai para o seu terceiro mandato. Em 2018, foi a deputada estadual mais votada da esquerda em todo o Rio e foi chefe de gabinete de Marielle Franco, vereadora assassinada em março daquele ano.
Souza é Doutora em Comunicação e Cultura, cresceu no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, e tem causas voltadas para a defesa dos direitos das pessoas pretas, das mulheres e de grupos vulneráveis. A mareense é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Dani, também Doutora pela UFRJ, vai para o seu segundo mandato. Eleita para a Alerj em 2022, teve um mandato de destaque na defesa dos trabalhadores e da população LGBTQIA+. Foi atuante, por exemplo, sua participação em articulações para as cotas para pessoas trans serem aprovadas na UFRJ. Como deputada estadual, presidiu a Comissão de Trabalho e foi vice-presidenta da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Já Índia Armelau (PL), nome político de Amanda Armelau, é ex-nadadora e profissional de Educação Física. Com a vitória deste domingo, ela irá para o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em seu perfil oficial no site da Alerj, a parlamentar se define como “defensora da família e dos direitos das pessoas com deficiência”. Ela também tem projetos com foco em esporte e segurança pública.
Sua primeira legislatura, em 2022, foi marcada por um projeto que estabelecia a obrigatoriedade de instalação de banheiros e vestiários neutros em espaços públicos e privados destinados ao uso coletivo. O texto determinava que esses espaços contassem com ambientes universais voltados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias.
Mulheres no poder na Alerj: quem são Índia Armelau, Renata Souza e Dani Balbi, as três deputadas estaduais mais votadas do Rio
