Aberto ao público em 4 de outubro, o Museu das Amazônias já atraiu mais de 30 mil visitantes e consolida-se como um novo marco cultural de Belém e do Norte do país. Instalado no Complexo Porto Futuro, às margens da baía do Guajará, o espaço criado pelo Governo do Pará representa mais que um equipamento cultural: é parte de um movimento mais amplo de reposicionamento da capital paraense como polo de produção intelectual, científica e criativa da Amazônia — uma região que busca afirmar-se não apenas como patrimônio natural, mas também como território de conhecimento e inovação.
A mostra Amazônia, de Sebastião Salgado, é o núcleo do museu e a primeira a ser exibida após a morte do fotógrafo, em setembro. Reúne mais de 200 imagens que retratam o cotidiano de povos indígenas, rios e florestas, acompanhadas por trilha sonora criada por Jean-Michel Jarre a partir de sons captados na própria região. A exposição reafirma o olhar poético e humanista que fez de Salgado uma das vozes mais influentes da fotografia contemporânea.
“Sebastião Salgado fez da Amazônia um retrato da humanidade. Ele mostrou que preservar é um gesto de sobrevivência e de civilização. O museu nasce desse mesmo sentimento: o de afirmar a Amazônia como um território de respostas, de inteligência e de futuro”, afirma o governador Helder Barbalho.
O percurso da mostra é imersivo. A luz, os sons e as dimensões das imagens criam uma atmosfera que leva o visitante a atravessar a floresta com os olhos e o coração. O espaço propõe uma experiência sensorial e educativa, que conecta ciência, arte e memória.
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“O Museu das Amazônias devolve a narrativa aos que vivem aqui. Ele fala da Amazônia urbana e ribeirinha, das mulheres, dos povos tradicionais e das novas gerações. É um espaço de pertencimento e reconhecimento”, destaca a vice-governadora Hana Ghassan.
Além da exposição principal, o museu apresenta Ajurí, mostra dedicada aos saberes e às expressões artísticas dos povos da floresta. Sons de rios, aromas de ervas e projeções audiovisuais compõem uma experiência sensorial que traduz a diversidade e a vitalidade cultural da Amazônia. O espaço também conta com áreas voltadas à pesquisa, laboratórios de inovação e programas educativos desenvolvidos em parceria com instituições científicas da Pan-Amazônia.
“A COP30 será a conferência das soluções. E o museu é parte desse legado: mostra ao mundo que a Amazônia é fonte de criação, cultura e conhecimento”
Helder Barbalho, governador do Pará
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O Museu das Amazônias integra o conjunto de obras do Governo do Pará voltadas à COP30, que será realizada em Belém em novembro de 2025. Junto ao Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, inaugurado em outubro, e ao Parque da Cidade, o espaço representa o novo eixo urbano, científico e ambiental da capital paraense.
A proposta é consolidar a cultura como um eixo permanente do desenvolvimento sustentável. Concebido para receber exposições itinerantes, residências artísticas e programas educativos voltados à formação de professores e jovens da rede pública, o museu foi pensado para permanecer ativo após a conferência, reforçando a integração entre arte, território e meio ambiente.
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“A COP30 será a conferência das soluções. E o museu é parte desse legado: mostra ao mundo que a Amazônia é fonte de criação, cultura e conhecimento”, diz Barbalho.
A poucos metros do Rio Guajará, o Museu das Amazônias surge como expressão de uma transformação mais ampla: a de uma região que busca narrar a própria história e afirmar-se como protagonista de seu desenvolvimento. Às vésperas de sediar a COP30, Belém passa por um processo de renovação urbana e cultural que reposiciona a capital paraense como vitrine da Amazônia contemporânea — uma Amazônia que integra natureza, conhecimento e economia criativa em um mesmo horizonte de futuro.

