A três dias do prazo final para a definição de convenções partidárias e, consequentemente, de alianças, o PL decidiu empregar pressão máxima sobre o Republicanos na esperança de fechar uma aliança que dê a Flávio Bolsonaro uma vice para acenar ao eleitorado feminino e ao mercado e mais tempo de TV para enfrentar o presidente Lula.
O próprio presidenciável e o coordenador de sua campanha, o também senador Rogério Marinho, se reúnem na tarde desta segunda com Pereira para tentar forçar uma aliança que a maioria dos caciques da sigla rechaça. Um elemento está sendo usado para pressionar o Republicanos: a pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda, que mostrou uma diferença de 4 pontos de Flávio para Lula no primeiro turno, e de apenas um ponto no segundo.
Segundo o levantamento do banco, o petista aparece com 41% no cenário de primeiro turno, contra 37% do senador do PL. No segundo, o levantamento aponta 46% para Lula e 45% para Flávio. Os dados destoam bastante das últimas rodadas de institutos como Quaest e Datafolha, e estão sendo levados debaixo do braço pela cúpula do PL para tentar demover o Republicanos da decisão de ficar independente no pleito.
E a principal estrela do Republicanos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não participa dessa campanha de convencimento? Tarcísio estaria demonstrando, nas palavras de um dos principais integrantes do partido, um “empenho moderado” em assegurar a coligação nacional. No último fim de semana, Flávio participou da convenção que oficializou o nome de Tarcísio à reeleição, mas sua fala foi recebida sem muito entusiasmo pela militância.
A conversa com a cúpula do PL deve ocorrer logo após outra tensa negociação conduzida por Marcos Pereira: a tratativa com o senador Cleitinho, que lidera as pesquisas em Minas, mas cuja candidatura é vista como incerta pela sigla.

