Em tempo de Copa do Mundo e as às vésperas do segundo jogo do Brasil na competição, o ator Wagner Moura abriu seu coração ao explicar ao público americano a sua paixão pelo futebol. Em entrevista ao site esportivo The Athletic, publicada no New York Times, ele revelou suas expectativas para a Copa do Mundo de 2026, falou sobre o atual momento da Seleção Brasileira e explicou o lugar que o jogo ocupa na sua vida afetiva, cultural e política.
Indicado ao Oscar de 2026 pela sua performance no filme “O agente secreto”, Wagner diz que a Copa do Mundo funciona como um “definidor de memórias” afetivas. Ele relembrou o hiato de títulos que viveu na juventude até a redenção em 1994, quando viu o Brasil ser tetracampeão nos Estados Unidos. Agora, seu desejo é ver essa história se repetir para a próxima geração.
“Nasci em 1976, então cresci ouvindo meus pais e tios falarem sobre como o Brasil tinha sido grande. Aí, em 1994, finalmente vi por mim mesmo. Vi o Pelé chorando como comentarista. Esses momentos são lindos. A Copa do Mundo define memórias. E agora meus três filhos, que amam futebol, querem ver o Brasil ganhar uma na era deles. Querem a sexta estrela.”
Direito à alegria
O ator revelou um otimismo cauteloso para o torneio de 2026 e defendeu o direito à alegria e ao “Joga Bonito” na figura do atacante Vini Jr
“Vejo o Vini Junior dançando e as pessoas dizem: ‘Bem, o Vini J não deveria dançar, é desrespeitoso’. Não, isso é muito legal, cara. Dance… dance, cara.”
Moura destacou que prefere quando o Brasil entra na competição sem o peso do favoritismo absoluto e defendeu a contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti, o primeiro estrangeiro a dirigir a Seleção em uma copa:
“As pessoas dizem ‘por que precisamos de um estrangeiro para treinar o Brasil?’ e eu acho que isso é uma grande bobagem. Ancelotti é um dos melhores treinadores da história moderna. Acho que é uma coisa boa.”
Wagner também pontuou que o torneio é uma oportunidade de resgatar a camisa amarela como um símbolo de união nacional, desvinculando-a das polarizações políticas da última década.
“Esta camisa não pertence à direita ou à esquerda. É um símbolo brasileiro”, afirmou.

