A influenciadora Bruna Unzueta, conhecida nas redes como Boo, compartilhou com os seguidores uma etapa importante de seu planejamento de vida: o congelamento de óvulos. Aos 32 anos, ela publicou registros do momento logo após o procedimento e explicou que a decisão faz parte de uma estratégia para preservar a possibilidade de maternidade no futuro, um tema que tem ganhado cada vez mais espaço entre mulheres que conciliam projetos pessoais, profissionais e afetivos.
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Em um relacionamento com a capitã da seleção brasileira de vôlei, Gabi Guimarães, de 31 anos, Boo mostrou aos seguidores os bastidores do processo e tranquilizou o público ao falar sobre a recuperação imediata.
“Pós-imediato, já trocada e alimentada. O procedimento durou 15 minutos e deu tudo certo”, escreveu a influenciadora em seus Stories do Instagram, ao compartilhar uma foto logo após a coleta dos óvulos.
A publicação rapidamente repercutiu entre seguidores e abriu espaço para uma conversa cada vez mais presente entre mulheres: a preservação da fertilidade. Nos últimos anos, o congelamento de óvulos passou a ser visto como uma ferramenta para ampliar as possibilidades de escolha sobre quando, e se, desejam engravidar.
A técnica faz parte dos métodos de reprodução assistida e consiste na coleta de óvulos, que são congelados e armazenados em laboratório para uso futuro. Embora a retirada em si seja rápida, o processo envolve uma série de etapas prévias, como a estimulação hormonal dos ovários, exames de acompanhamento e a coleta do material, que depois passa pelo processo de criopreservação.
Com o avanço das técnicas e a maior circulação de informações sobre fertilidade, o congelamento de óvulos tem sido cada vez mais considerado como uma estratégia de planejamento reprodutivo. A possibilidade de preservar óvulos em uma fase de maior qualidade reprodutiva passou a ser vista por muitas pessoas como uma forma de alinhar o desejo de maternidade a outros projetos de vida, como carreira, estabilidade financeira ou relações afetivas.
“O congelamento de óvulos permite preservar o potencial reprodutivo feminino em uma fase de maior qualidade dos óvulos, aumentando as chances de uma gestação futura”, explica o ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana Alfonso Massaguer, diretor da Clínica Mãe.
Segundo o médico, ainda é comum que mulheres mais jovens não tenham dimensão de como o fator idade pode impactar a fertilidade ao longo dos anos. “As mulheres jovens muitas vezes não têm dimensão das dificuldades que podem surgir com o avanço da idade e a queda da qualidade dos óvulos. Com mais informação, muitas considerariam o congelamento mais cedo”, afirma.
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Embora o congelamento de óvulos possa ser indicado em situações médicas específicas — como antes de tratamentos que podem comprometer a fertilidade, incluindo quimioterapia ou cirurgias ovarianas —, hoje a motivação mais comum está relacionada ao adiamento da maternidade por razões pessoais, profissionais ou financeiras.
Isso porque a fertilidade feminina sofre alterações naturais com o passar do tempo. A partir dos 35 anos, ocorre uma queda mais acentuada tanto na quantidade quanto na qualidade dos óvulos, o que pode dificultar uma gestação espontânea. Diante desse cenário, especialistas recomendam que, a partir dos 30 anos, seja feito um check-up de fertilidade para avaliar a chamada reserva ovariana e discutir possíveis estratégias de planejamento reprodutivo.
“Avaliar a reserva ovariana precocemente permite identificar possíveis riscos e discutir alternativas, como o congelamento de óvulos, garantindo mais autonomia e tranquilidade no planejamento reprodutivo”, acrescenta Massaguer.
Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce também merecem atenção especial, já que podem apresentar uma redução antecipada da função ovariana. O acompanhamento médico, nesses casos, é fundamental para avaliar a reserva ovariana e orientar decisões que ajudem a preservar as chances de uma gestação no futuro.

