A criadora de conteúdo adulto Débora Peixoto embarcou na manhã desta quarta-feira (29), no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, acompanhada de uma sex doll em tamanho real. O episódio faz parte de um experimento pessoal da influenciadora, que vem estudando a criação de uma boneca erótica com seu nome, voltada exclusivamente ao público assinante.
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A boneca utilizada foi comprada por Débora como base para testes e não tem qualquer ligação comercial com a marca de origem. A proposta do experimento é entender, na prática, como o público reage à ideia de companhia física representada por um objeto simbólico de afeto e desejo. “Muitos comentavam que gostariam de ter uma versão minha em casa. No início, achei curioso, mas percebi que isso ia além do fetiche. Era sobre companhia, sobre presença”, explica.
Inspirada na lógica emocional dos bebês Reborn — bonecos hiper-realistas adotados por mulheres como forma de afeto e companhia —, Débora adaptou o conceito para o universo masculino adulto. “Se as mulheres têm os Reborn como símbolo de cuidado e afeto, por que os homens não poderiam ter algo parecido, com desejo envolvido?”, questiona.
Durante o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, a boneca acompanhou todas as etapas da viagem: check-in, raio-x, embarque e poltrona. “As reações foram mais respeitosas do que eu esperava. Teve curiosidade, sim, mas também muito bom humor. Era como se todos entendessem que ali havia algo diferente, mas não ofensivo.”
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Segundo Débora, o experimento faz parte de um processo criativo mais amplo, que busca discutir temas como solidão, fantasia e vínculos afetivos na era digital. “Essa boneca foi um ponto de partida. A minha ideia é desenvolver um modelo com identidade própria, voltado para quem me acompanha e busca uma experiência mais conectada com o universo que criei ao longo dos anos.”
A possibilidade de comercialização está em estudo, mas deve ocorrer de forma limitada. “Estou avaliando as possibilidades. Seria algo exclusivo para os assinantes, algo íntimo e simbólico — não sobre aparência, mas sobre a ideia de ter uma presença com significado”, conclui.
