O Renault Clio, um dos carros mais icônicos da indústria automobilística francesa, ganhou uma nova versão que está longe de conquistar unanimidade. Lançado nesta semana em Munique, o Clio 6 foi descrito por parte da imprensa e dos consumidores como “irreconhecível” e comparado a modelos de marcas rivais como Ford, Mazda, Nissan, Peugeot e até Alfa Romeo.
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— A descoberta deste novo Renault nos deixou boquiabertos — publicou o site especializado Caradisac. Já a revista Capital avaliou: — Dá para perceber um pouco de Peugeot, uma pitada de Ford, um toque de Mazda e um toque de Seat — divulgou o jornal inglês The Sun.
As críticas apontam que o veículo rompeu com as linhas tradicionais que marcaram os 126 anos de história da fabricante. — Não se mexe em time que está ganhando. No entanto, foi isso que a Renault fez com seu novo Clio — afirmou o diário Les Echos.
Nas redes sociais, o debate se espalhou. Muitos destacaram a semelhança com a Mazda. Um proprietário da marca japonesa ironizou: — O novo Renault 6 me lembra… um Mazda 3. Isso não pode ser ruim, certo?
Apesar da polêmica, o Clio segue como um dos maiores sucessos da Renault. Desde seu lançamento, em 1989, já foram vendidos mais de 17 milhões de unidades. Em 2024, foi o segundo carro mais comercializado na Europa, atrás apenas do Dacia Sandero, e liderou as vendas na França no primeiro semestre deste ano.
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Símbolo cultural, o modelo também acumula histórias curiosas. Em 2023, uma pesquisa revelou que 25% dos entrevistados afirmaram ter feito sexo dentro de um Clio ao menos uma vez, número que colocou o veículo à frente do BMW Série 3 e do Audi A4.
A Renault aposta no slogan “Love redesigned” (Amor redesenhado) para promover a nova geração, destacando melhorias no interior, descrito pela imprensa francesa como mais espaçoso e generoso. Ainda assim, a fabricante terá de convencer um público acostumado a ver o Clio como um clássico moderno das estradas francesas.