O Village desembarca mais uma vez no Jockey Club Brasileiro durante a Copa do Mundo, transformando o evento em uma arena de experiências, música e celebração à altura da paixão nacional pelo futebol. Cercado pela natureza da Gávea, o Pião do Prado, um espaço com mais de 8 mil metros ao ar livre e uma vista para o Cristo Redentor e a Pedra da Gávea, será palco de Anitta, Marisa Monte, João Gomes e dezenas de outros artistas nacionais, além de transmissões dos jogos e ativações imersivas. E, claro, a gastronomia também foi pensada para falar a língua do torcedor brasileiro.
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Para atender a todos os paladares, o evento reúne estandes com restaurantes de culinária variada, que vão do petisco clássico de arquibancada à gastronomia sofisticada. O cardápio do evento é um mapa do paladar nacional com algumas escalas pelo mundo, mas sempre com passaporte brasileiro carimbado.
A pipoca, por exemplo, petisco queridinho dos brasileiros, está nas mãos das pessoas a todo momento. É fácil, rápido, mas um potinho não mata a fome. É uma opção para aqueles que não querem perder algum show. Dentro da tenda acústica, construída para abafar 100% o som e não atrapalhar a vizinhança, é fácil ver alguém beliscando pipoca enquanto assiste às atrações. Lá, o petisco é vendido pela Surreal Pipoca & Batata Chips e Pipoca do Johnny.
No estande da Henriqueta, tasca luso-carioca, o destaque no cardápio é o Arroz Malandrinho de Camarão. Um arroz caldoso com “camarão da nossa costa”, como descreve o próprio menu.
— Usamos insumos brasileiros e camarão da nossa costa, todos frescos e de boa qualidade. O prato ainda tem molho de tomate caseiro, feito em nossa tasca, molho bisque, feito com a casca do próprio camarão, e arroz brasileiro — explica o chef Patrick Silva em entrevista ao GLOBO. — Apesar de ser uma tasca portuguesa, a gente preserva a marca com produtos que são a cara do Brasil. Malandrinho, o nome do prato, foi pensado para relacionar com um arroz soltinho, que foge do garfo e dança sobre o caldo.
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As bifanas, ainda de acordo com o chef, não são só uma releitura do clássico português, mas também uma forma de preservar sabores nacionais. É um pão croc recheado de porco.
— A carne de porco vem de produtores da serra, no interior do Brasil. Trouxemos Portugal para o nosso restaurante, mas sempre preservando o sabor brasileiro — acrescenta.
Já no balcão do Hot Dog Nations, o Hotdog Brasileiro ocupa o centro ao lado de versões francesa, japonesa e mexicana. Nele, linguiça, queijo coalho, melado de cana e catupiry. Trata-se de um produto de origem americana inteiramente vestido com ingredientes nordestinos e nacionais.
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Se a brasilidade aparece nos ingredientes em alguns estandes, em outros ela está no hábito. Pizza e hamburguer, duas importações que o brasileiro ama, também têm espaço no Village. A Alba, em parceria com a Coltivi, aposta no clássico italiano com pizzas que vão de sabores simples à versões trufadas. Já o Malta Beef Club, leva ao Jockey seus burgers e smash com a identidade que já conquistou os cariocas fora do evento.
Nas sobremesas, a Gelateria Piemonte é responsável pelo encontro entre a técnica estrangeira e o paladar brasileiro. Os sabores do balcão dispensam tradução: brigadeiro, doce de leite, açaí e Romeo e Julieta — a dupla de goiabada com queijo que todo brasileiro pode chamar de sua.
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— A gente quis criar um evento com a cara do Brasil. Em um momento em que tantos olhares estarão voltados para o país, fazia sentido valorizar aquilo que temos de mais rico: nossa música, nossa gastronomia e a forma única que o brasileiro tem de celebrar a vida — afirma Juliana Schultz, CMO e sócia do Grupo Vibra, responsável pelo projeto. — O Village foi pensado para que o público se reconheça na experiência, dos sabores aos sons.
Segundo os organizadores, a proposta do Village é clara: criar o maior e mais vibrante ponto de encontro do Brasil durante a Copa, reunindo torcedores, apaixonados por música e marcas em uma experiência completa, do apito inicial ao último show da noite.
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Entre as labels do evento está a Funk Room, carregada de cultura brasileira, sobretudo carioca. A história do funk brasileiro começou nos bailes das periferias do Rio de Janeiro nos anos de 1980. Inspirados pelo som do “Miami bass”, DJs começaram a tocar essas batidas nos bailes que reuniam milhares de jovens nos subúrbios da cidade.
— Enxergo a Funk Room como uma afirmação cultural. Nada melhor do que a Copa para trazer esse espírito pros torcedores. O funk nasceu nos bailes, cresceu nas comunidades e explodiu com as plataformas digitais — pontua Gabriel Italiano, sócio da Agência Nova, responsável pela label, ao GLOBO. — A identificação desse gênero com o público é mágica.
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No evento, a Furacão 2000, produtora e gravadora pioneira do funk carioca, marca presença ao lado de MC Cabelinho, MC Maneirinho e DJ Matheus Alves, entre outros.
— Quando trazemos artistas que respiram essa cultura, o encontro com o público acontece de um jeito mais genuíno ainda — acrescenta Italiano ao GLOBO.
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O line-up do Village reflete a diversidade da música brasileira: do axé da Banda Eva e do Olodum ao pagode de Thiaguinho, Sorriso Maroto e Turma do Pagode. Nomes como Anitta, Marisa Monte, Seu Jorge, Pabllo Vittar e João Gomes completam a grade. Entre as labels, além da Funk Room, Baile do Saddam, Noites Tropicais e Rio de Alegria reforçam o sotaque carioca do evento.
Ao GLOBO, Juliana Schultz afirmou que a diversidade também foi critério na hora de montar o line-up.
— Buscamos reunir nomes que representem diferentes expressões da cultura brasileira, da MPB à música eletrônica, do pop ao piseiro, do pagode ao rap e ao funk, criando encontros que refletem a pluralidade e a riqueza cultural do país.

