Há exatos 10 anos, o mundo era surpreendido pela notícia da morte do astro pop americano Prince. Ele foi encontrado sem vida, no estúdio de gravação em sua casa, em Minneapolis, nos Estados Unidos. A polícia disse que o cantor, compositor e multi-instrumentista estava caído num elevador e que tentaram ressuscitá-lo, sem sucesso. Ele tinha 57 anos de idade.
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O óbito, descobriu-se mais tarde, foi causado por uma overdose acidental de opioides.
Junto com Madonna e Michael Jackson, Prince (que, como eles, também nasceu em 1958) compôs uma tríade de artistas que, nos anos 1980, transformaram o pop de origem negra em um avassalador fenômeno mundial, a bordo de mirabolantes videoclipes. Ao longo de sua carreira, o artista vendeu mais de 100 milhões de discos, ganhou sete Grammy e foi elevado ao Rock and Roll Hall of Fame em 2004.
Gênio, pura e simplesmente — ou então um artista que desorientava seu público com um ecletismo musical e um volume de produção fonográfica enlouquecedores. Não é possível chegar a um consenso quando se trata de Prince Rogers Nelson. Desde que surgiu, no fim dos anos 1970, o artista conhecido como Prince (ou como um símbolo impronunciável, entre 1993 e 2000, quando esteve brigado com sua gravadora, a Warner Bros.) viveu desafiando os padrões.
As barreiras do pop, sexuais ou raciais, nada significavam para ele, que se moveu com desenvoltura entre o r&b, o funk, o rock, a disco, o synthpop, o jazz e o soul, com uma imagem extravagante, colorida e andrógina, e uma presença de palco bem maior do que o 1,58 metro de altura com que a natureza o brindou.
“Produzido, arranjado, composto e executado por Prince”. A frase na ficha técnica de “For you”, seu álbum de estreia, era de total arrogância para um garoto de 19 anos. Mas o que ele anunciava ali, em 1978, era o seguinte: ali estava um contendor para James Brown, Sly Stone, Stevie Wonder, Earth, Wind & Fire ou qualquer outro titã da black music.
Com vocabulário, competência e ambição, era só uma questão de tempo para que Prince chegasse a rei. A coroação viria em seis anos, com “Purple rain” (1984), disco com o qual ele deixou de ser mais um na multidão de jovens e talentosos músicos negros americanos (em seu caso, com uma aptidão para incorporar novidades brancas, como a new wave) e foi alçado ao primeiro time do estrelato do pop. Ao lado de Michael Jackson, Madonna e Bruce Springsteen, Prince deu o tom dos anos 1980.
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Para marcar lembrar a morte de Prince, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) preparou um levantamento especial com as músicas de sua autoria mais tocadas e regravadas do artista nos últimos anos.
De acordo com os dados da instituição no Brasil, o artista possui 1.307 obras musicais e 864 gravações cadastradas no banco de dados. O estudo aponta que “Purple rain”, “Nothing compares 2 u” (mais conhecida na voz da irlandesa Sinéad O’Connor), “Kiss” e “I feel for you” (hit da cantira Chaka Khan), todas de sua autoria, lideram tanto o ranking das músicas mais tocadas nos últimos cinco anos quanto o das mais regravadas.
A reciprocidade internacional no Ecad garante que artistas estrangeiros recebam direitos autorais pela execução de suas obras no Brasil e, após sua morte, que seus herdeiros passem a receber esses valores. No caso de Prince, os rendimentos pelo uso de seu repertório no país são destinados aos seus sucessores, conforme prevê a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98), que assegura esse direito por 70 anos após a morte do autor.
As mais tocadas de Prince nos últimos cinco anos no Brasil
“Purple rain”
“Nothing compares 2 u”
“Kiss”
“When doves cry”
“Manic monday”
“I feel for you”
“Raspberry beret”
“I wanna be your lover”
“The most beautiful girl in the world”
“1999”
Top 5 das músicas de autoria de Prince mais gravadas
“Purple rain”
“Nothing compares 2 u”
“Kiss”
“When doves cry”
“I feel for you”

