Um navio foi atingido por um projétil na manhã desta terça-feira enquanto navegava para fora do Estreito de Ormuz, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), ligado às Forças Armadas britânicas. Um funcionário iraniano afirmou que a rota não será reaberta até que os Estados Unidos cumpram as condições impostas pelo Irã. Enquanto diminuem as esperanças dos investidores de uma solução rápida para o conflito, os preços do petróleo e os custos de captação dos governos subiram nesta terça-feira para o maior nível desde o fim de julho.
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Ainda não houve reivindicação de responsabilidade pelo ataque. O episódio, no entanto, evidencia o perigo contínuo de tentar atravessar a via marítima enquanto o Irã continua restringindo o tráfego de navios, mesmo quando finaliza negociações com Omã sobre um plano para administrar a passagem estratégica.
Um projétil não identificado danificou a casa de máquinas do navio e “causou uma vítima entre a tripulação”, enquanto a embarcação tentava atravessar o Estreito de Ormuz, na costa de Omã, informou o UKMTO, citando um relatório do escritório de segurança da empresa. A agência de monitoramento marítimo não divulgou detalhes sobre o navio ou sua carga, e não está claro se o tripulante morreu no ataque ou ficou ferido. Segundo o órgão, a Guarda Costeira de Omã estão auxiliando a tripulação e as autoridades investigam o caso.
A preocupação com vazamentos de petróleo no Golfo Pérsico e em outras águas da região provocados por embarcações danificadas enquanto tentam atravessar o estreito tem aumentado, mas o UKMTO afirmou que não havia sido registrado nenhum dano ambiental no ataque mais recente.
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O Irã fechou, na prática, o estreito — por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo antes da guerra — depois que Israel e os Estados Unidos atacaram o país em 28 de fevereiro. Os Estados Unidos também mantêm atualmente um bloqueio a todo o tráfego marítimo iraniano pelo estreito. Ambos os lados concordaram em junho com um cessar-fogo de 60 dias, mas o acordo, que já havia efetivamente entrado em colapso, expirou oficialmente na segunda-feira sem sinais de avanço e em meio à escalada de tensões.
Na segunda-feira, Trump ameaçou bombardear Omã, aliado dos EUA, caso o país interferisse nos esforços americanos no estreito — aumentando ainda mais a preocupação dos investidores de que um acordo de paz possa estar distante.
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, subiram 0,1%, para US$ 91 por barril. Já os contratos futuros do WTI, referência americana, avançavam 0,7%, para US$ 85. Os rendimentos dos títulos do governo americano — os juros que o governo precisa pagar para tomar dinheiro emprestado de investidores — também subiam nesta terça, enquanto os investidores avaliam que um conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã manterá os preços da energia elevados e, por sua vez, aumentará as chances de que os bancos centrais elevem as taxas de juros para manter a inflação sob controle. Outros fatores, incluindo os enormes volumes de dívida pública, também contribuem para a elevação dos rendimentos.
O rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos subiu para uma máxima intradiária de 5,33% nesta terça-feira, o maior nível em quase duas décadas, segundo a Reuters. O rendimento do título do governo alemão de dez anos atingiu o maior nível em 15 anos, informou a publicação. Analistas do Deutsche Bank afirmaram nesta terça-feira que os rendimentos dos títulos públicos de 30 anos haviam “atingido máximas de vários anos em diversos países, mostrando como as pressões fiscais sobre os governos não estão desaparecendo”, publicou a CNN americana.
Em atualização.

