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Nunes defende contrato de Wi-Fi em meio a investigação sobre recursos ligados a Dark Horse

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu nesta segunda-feira (14) a regularidade do contrato firmado pela Prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de Wi-Fi gratuito em comunidades da capital. O acordo está no centro de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades e a possível utilização de […]

Nunes defende contrato de Wi-Fi em meio a investigação sobre recursos ligados a Dark Horse


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu nesta segunda-feira (14) a regularidade do contrato firmado pela Prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de Wi-Fi gratuito em comunidades da capital. O acordo está no centro de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades e a possível utilização de recursos públicos na produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante seminário promovido pelo Grupo Esfera, na Casa Fasano, em São Paulo, Nunes afirmou que o contrato seguiu os procedimentos e que o serviço está sendo efetivamente prestado.
— Não tem nenhuma irregularidade — disse o prefeito.
O ICB, presidido por Karina Ferreira da Gama, que também está ligada à produtora responsável por Dark Horse, recebeu mais de R$ 100 milhões da prefeitura para executar o programa Wi-Fi Livre. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e posteriormente entrou no radar de uma apuração conduzida no âmbito federal. A prefeitura nega irregularidades na contratação e na execução do serviço.
Nunes afirmou que é preciso separar o contrato firmado pelo município das suspeitas sobre o destino dos recursos federais. Segundo a Polícia Federal, deputado federal Mário Frias (PL) destinou cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares a entidades ligadas a Karina Gama, entre elas o Instituto Conhecer Brasil. A PF também identificou pagamentos feitos pela produtora do filme, a Go Up Entertainment, a despesas pessoais do deputado. Frias nega irregularidades.
A investigação busca esclarecer se recursos recebidos pelo instituto poderiam ter sido desviados ou utilizados, direta ou indiretamente, na produção do filme. A Polícia Federal também apura a atuação de pessoas e empresas relacionadas ao caso.
Nunes rejeitou, porém, a ideia de que a relação entre as empresas seja suficiente para colocar em dúvida o contrato da Prefeitura.
— O serviço foi prestado, nós pagamos pelo serviço prestado. O que a pessoa faz com o recurso, a gente não tem condições de saber — afirmou. — O que eu garanto é que o contrato que a Prefeitura de São Paulo fez é um contrato que está sendo feito de uma forma correta. O serviço está sendo executado. Ele atendeu ao princípio da economicidade, da eficiência e da legalidade — afirmou.
O prefeito também firmou eventuais suspeitas sobre o destino dos emendas federais precisam ser comprovadas no curso da apuração e não significam, por si só, que tenha havido irregularidade na contratação municipal.
— Se tem indícios, tem que investigar. A gente não pode banalizar essa ferramenta — disse.

Nunes defende contrato de Wi-Fi em meio a investigação sobre recursos ligados a Dark Horse

Autor

BRCOM