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novembro 6, 2026
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O forte apoio judaico aos democratas nos EUA

Por · novembro 6, 2026
O forte apoio judaico aos democratas nos EUA


A maior parte da população judaica dos Estados Unidos votou no Partido Democrata, mantendo uma tradição de cerca de um século em eleições no país. De acordo com pesquisa da JStreet, uma organização pró-Israel de viés progressista e defensora de uma solução de dois Estados, 72% dos norte-americanos judeus votaram em candidatos democratas nas eleições de terça-feira para o Congresso e cargos estaduais.
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Norte-americanos, não israelenses – Alguns podem questionar como tantos judeus apoiam nomes democratas no momento em que crescem as críticas a Israel dentro do partido. Em primeiro lugar, obviamente, porque são norte-americanos, e não israelenses. Segundo o levantamento, o elevado custo de vida e os riscos para a democracia são os principais tópicos desses eleitores, assim como os do restante da população dos EUA. Há uma clara insatisfação com os rumos do país na administração de Donald Trump.
Progressistas – Em segundo lugar, porque a comunidade judaica norte-americana é historicamente progressista. Esses eleitores votaram majoritariamente em democratas para presidente desde que as pesquisas começaram a ser realizadas, nos anos 1930. Inclusive, democratas foram mais votados pelos judeus mesmo quando republicanos como Richard Nixon, em 1972, e Ronald Reagan, em 1984, ganharam suas eleições em 49 dos 50 estados. É um dos grupos demográficos, ao lado dos afro-americanos, mais fiéis aos democratas. De acordo com a pesquisa, 76% desaprovam Trump, bem acima da média nacional.
Críticos de Netanyahu – Em terceiro lugar, porque 76% da população judaica dos EUA afirma que as ações do governo de Benjamin Netanyahu na Cisjordânia e na Faixa de Gaza aumentam o antissemitismo. Além disso, 66% dizem que o financiamento da AIPAC (organização de lobby pró-Israel) para campanhas contra candidatos críticos a Israel aumenta o antissemitismo no país. Três quartos defendem sanções contra colonos que atacam palestinos na Cisjordânia.
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Judeus cotados para presidente – Críticos de Israel venceram disputas eleitorais, como Abdul El-Sayed, eleito para o Senado por Michigan. Mas dois dos melhores desempenhos democratas nas eleições de meio de mandato foram de candidatos judeus moderados, como o governador reeleito da Pensilvânia, Josh Shapiro, que obteve 60% dos votos em um estado-pêndulo, e o senador reeleito da Geórgia, Jon Ossoff, que também ganhou por uma diferença de 20 pontos percentuais em um estado historicamente republicano. Os dois são cotados para disputar a presidência pelo Partido Democrata.
Líderes sionistas no Congresso – Apesar do aumento das críticas ao governo de Netanyahu, que talvez deixe o poder em breve, os democratas terão como líderes na Câmara e no Senado dois políticos próximos a Israel  — o deputado Hakeem Jeffries e o senador Chuck Schumer, que é judeu. Ambos condenam as ações israelenses na Cisjordânia e em Gaza, mas defendem o Estado de Israel e se descrevem como sionistas.
Sentimento pró-Palestina – Democratas e republicanos, como um todo, se tornaram mais críticos de Israel. A imagem negativa do país cresceu entre os norte-americanos nos últimos anos, sobretudo depois da guerra contra o Irã. El-Sayed e Zohran Mamdani condenam Israel de forma mais dura. Mas as críticas não impediram que muitos judeus votassem em Mamdani para a prefeitura de Nova York, expressando até concordância com suas posições pró-Palestina. Não há números sobre a votação do senador eleito de Michigan entre os judeus.

O forte apoio judaico aos democratas nos EUA