BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

O GLOBO responde a perguntas de leitores sobre o conflito

BRCOM by BRCOM
março 11, 2026
in News
0
Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP

A “Operação Fúria Épica”, iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro com o objetivo de derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei , morto naquele mesmo dia, tem efeitos que vão além do impacto imediato nos países do Oriente Médio. O que significa a troca de poder no Irã? Há riscos de um conflito global?

Convidamos nossos leitores a enviar perguntas sobre o tema. As questões selecionadas pela Redação foram respondidas pelo repórter Filipe Barini, da editoria Mundo do GLOBO.

  • Resiliência: Escolha de novo líder supremo confirma que Guarda Revolucionária dá as cartas no Irã em meio à guerra
  • Ataques: Pentágono diz que Trump ‘controla acelerador’ da guerra e repete índice da semana passada sobre redução de disparos do Irã

Conteúdo:

Toggle
  • Veja abaixo as perguntas dos leitores e as respostas:
      • O GLOBO responde a perguntas de leitores sobre o conflito

Veja abaixo as perguntas dos leitores e as respostas:

Por que os EUA atacaram o Irã? Quem deve se responsabilizar pelas mortes? (por Fernando Pereira)

Essa é a pergunta de um bilhão de dólares (custo estimado de um dia de guerra). Desde os primeiros bombardeios, Donald Trump alegou que os iranianos estavam prestes a atacar os EUA e Israel; que estavam perto de obter uma bomba nuclear; que era uma operação de mudança de regime; que tentava fomentar um levante popular contra a República Islâmica; e que queria destruir as capacidades militares em prol da segurança regional. O presidente americano parece ter sido influenciado pelo premier de Israel, Benjamin Netanyahu, que planejava lançar uma guerra, com ou sem os EUA, ainda no primeiro semestre, mas Trump tem reiterado que a palavra final foi sua. Por enquanto, a resposta mais simples, embora frustrante, é: apenas Trump sabe por que o Golfo Pérsico está diante de uma guerra de grande porte. Já sobre a responsabilidade pelas mortes, as respostas são mais claras. No Irã, quase 1,3 mil pessoas morreram nos ataques americanos e israelenses — apesar de a Casa Branca não assumir, perícias independentes mostram que um míssil dos EUA atingiu uma escola no sul do Irã, deixando quase 170 mortos, incluindo crianças e adolescentes. As retaliações iranianas causaram mortes em sete países, e a ofensiva de Israel contra o Hezbollah (aliado do Irã) no Líbano devastou partes do país e deixou quase 400 mortos. 

Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP

Quais as consequências desta guerra? (por Maria Alzira Vilar Ferreira)

Para grande parte do planeta, o bolso sentirá o primeiro impacto. O barril do petróleo deu um salto após o virtual fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global, e consumidores na Europa já pagam quase 50% a mais pelo gás natural. As palavras de Trump sugerindo que a guerra está perto do fim ajudaram a derrubar a cotação inicialmente, mas seus comandantes sugerem que um cessar-fogo não será imediato ou simples. Os ataques iranianos contra refinarias e unidades de produção no Oriente Médio também levaram a cortes na extração, reduzindo o volume disponível de petróleo no mercado. Politicamente, mesmo diante de 10 dias de ataques incessantes, o regime em Teerã segue vivo e no comando, mas com caras novas. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei é aliado da Guarda Revolucionária, que hoje dá as cartas no país, e pouco aberto a reformas. No Golfo, as retaliações contra as monarquias árabes não ajudaram os iranianos a ganharem novos amigos, e devem marcar o início de uma relação mais distante e pragmática, e uma provável aproximação com os americanos. Para Israel, o conflito é apresentado como o enfrentamento a uma ameaça existencial, e mesmo se um cessar-fogo for obtido, a possibilidade de novos embates é elevada. Para Trump, uma guerra longa (e impopular) traz os riscos de novas mortes de militares americanos, de impactos à inflação e de uma derrota nas eleições de novembro, quando a Câmara e parte do Senado serão renovados, algo que pode marcar decisivamente seus últimos anos no cargo.

  • Em guerra: Contra a ‘ameaça existencial’ do Irã, Israel criou arsenal nuclear cuja existência não é confirmada ou negada
  • Efeitos do conflito: Guerra no Oriente Médio deixa mais de 600 mil deslocados no Líbano enquanto iranianos sofrem com ataques a depósitos de combustível

Quantos militares americanos já morreram ou foram feridos (incluindo os que estão no hospital da Alemanha) na Operação Fúria Épica? (por Fernando Antonio Barreiros)

Segundo o Comando Central dos EUA, responsável por operações militares no Oriente Médio, sete militares morreram desde o início da guerra, seis deles em um ataque com drones contra um centro de operações no porto de Shuaiba, no Kuwait. Na segunda-feira (dia 9/3), o Pentágono confirmou a morte de mais um militar, que havia sido ferido em um ataque contra posições americanas na Arábia Saudita, no dia 1º de março. Uma oitava morte foi confirmada também na segunda-feira, mas as causas não foram reveladas: segundo o Comando Central, se tratou de um “incidente de saúde”, não ligado a combates, e que está sob análise. O Pentágono ainda anunciou que nove militares estão internados em estado grave por ferimentos ligados a ataques iranianos. Desde o início do conflito, o Departamento de Defesa suspendeu alguns atendimentos (como partos) no hospital militar localizado na base de Rammstein, na Alemanha, para onde os feridos mais graves são levados, informou o portal Military Times na semana passada.

  • Em combate: Autoridades dos EUA confirmam que dezenas de militares americanos foram feridos em guerra contra o Irã
  • Vídeo: Fumaça após explosões em depósitos de combustível faz ‘dia virar noite’ em Teerã e gera alerta de chuva ácida
Fumaça subindo do local de um ataque aéreo israelense que atingiu o bairro de Haret Hreik, nos subúrbios do sul de Beirute, em 4 de março de 2026. Israel lançou novos ataques contra o Irã e o Líbano, onde a mídia estatal noticiou que um prédio residencial foi atingido em 4 de março, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter bloqueado uma das rotas marítimas mais vitais do mundo para o transporte de energia. — Foto: AFP
Fumaça subindo do local de um ataque aéreo israelense que atingiu o bairro de Haret Hreik, nos subúrbios do sul de Beirute, em 4 de março de 2026. Israel lançou novos ataques contra o Irã e o Líbano, onde a mídia estatal noticiou que um prédio residencial foi atingido em 4 de março, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter bloqueado uma das rotas marítimas mais vitais do mundo para o transporte de energia. — Foto: AFP

Existe o risco de o conflito no Oriente Médio se tornar uma Terceira Guerra mundial? (por Lucy Jambo Torres)

É praticamente consenso que não. As grandes forças militares, incluindo Europa, China e Rússia, parecem mais interessadas em ver o fim da guerra no Golfo do que expandi-la para seus domínios, e temem os efeitos econômicos prolongados. Tampouco parece haver disposição de outros países para se juntarem em uma aliança liderada por americanos e israelenses — as monarquias árabes da região, por exemplo, não atacaram o Irã mesmo depois de serem bombardeadas. E existe a noção de que um novo conflito global provavelmente envolveria os arsenais nucleares: como disse o cientista Carl Sagan, um conflito atômico seria similar a “dois inimigos jurados, com gasolina até a cintura, um com três fósforos e o outro com cinco”, e hoje ninguém está disposto a bancar um incêndio sem vencedores. Mas isso não significa que é possível respirar tranquilamente. A falta de justificativas claras para a guerra no Irã, assim como suas retaliações, mostra que governos estão menos dispostos a seguir as regras do sistema internacional desenvolvido depois da Segunda Guerra Mundial, algo evidenciado há quatro anos na invasão russa da Ucrânia.

O GLOBO responde a perguntas de leitores sobre o conflito

Previous Post

A planta que cheira mal, mas é irresistível para as aves

Next Post

Zé Felipe se manifesta e sai em defesa de Leonardo após vídeo polêmico com o neto

Next Post
Leonardo — Foto: Reprodução Instagram

Zé Felipe se manifesta e sai em defesa de Leonardo após vídeo polêmico com o neto

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.