À medida que a bola se aproxima de rolar para Brasil e Marrocos no MetLife Stadium, a expectativa não mobiliza apenas torcedores brasileiros. Nos principais jornais esportivos da Europa, a estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026 ocupa espaço de destaque e ajuda a revelar como o futebol internacional enxerga a equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Apesar de diferentes abordagens, há um ponto de consenso: o Brasil continua sendo tratado como uma das grandes forças do futebol mundial, mesmo sem conquistar uma Copa do Mundo desde 2002.
O jornal espanhol Diario AS optou por olhar para a história. Em reportagem publicada neste sábado, o veículo lembra que o Brasil perdeu apenas duas vezes em 22 estreias de Copas do Mundo.
Para o diário madrilenho, a Seleção chega como favorita diante de Marrocos, mesmo reconhecendo a dificuldade do confronto contra a equipe africana, semifinalista da última edição do torneio.
O AS também destaca a principal ausência brasileira para a partida: Neymar. Segundo o jornal, a estreia será marcada pela expectativa em torno do retorno do camisa 10, que segue em recuperação de uma lesão na panturrilha e deve ficar fora do confronto inicial.
Marca volta os olhos para Marrocos
Também na Espanha, o jornal Marca escolheu um caminho diferente. Em vez de concentrar a atenção na Seleção Brasileira, o veículo transformou a partida em uma espécie de palco para a estreia de Brahim Díaz em Copas do Mundo.
A publicação destaca o meia marroquino como principal estrela dos Leões do Atlas e lembra sua amizade com Vinícius Júnior, companheiro de Real Madrid.
Para o jornal, Brahim chega ao torneio vivendo um dos melhores momentos da carreira e representa a principal esperança marroquina diante do Brasil.
O destaque dado ao jogador mostra como a imprensa espanhola vê o confronto não apenas como um teste para a Seleção, mas também como uma oportunidade para uma das estrelas emergentes do futebol espanhol-brasileiro mostrar seu valor em escala global.
Inglaterra enfatiza a pressão
Já o jornal britânico The Guardian concentra sua análise em Carlo Ancelotti. Em reportagem publicada diretamente de Nova York, o veículo afirma que o italiano assumiu uma das tarefas mais difíceis do futebol mundial: encerrar o maior jejum de títulos da história da Seleção Brasileira.
A publicação faz paralelos entre o momento atual e a campanha do tetracampeonato de 1994, também conquistado em solo americano, e ressalta a pressão que envolve a equipe.
O Guardian destaca ainda declarações do goleiro Alisson, que definiu a função de técnico da Seleção como um cargo que pode carregar “mais pressão do que a de presidente do país”.
Para os ingleses, a grande virtude brasileira está na combinação entre uma defesa experiente, liderada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, e um ataque comandado por Vinícius Júnior e Raphinha.
França vê Brasil fora do grupo dos favoritos
Na França, o L’Équipe adota uma abordagem mais cautelosa. O tradicional diário esportivo afirma que o Brasil inicia o Mundial sem figurar entre os principais favoritos ao título, algo incomum para a seleção mais vencedora da história da competição.
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Ainda assim, o jornal destaca que a chegada de Ancelotti e a presença de Neymar — mesmo lesionado — renovaram a confiança dos torcedores brasileiros.
A publicação também ressalta o discurso de confiança adotado internamente pelos jogadores, que acreditam na possibilidade de conquistar o hexacampeonato apesar das dúvidas levantadas por analistas internacionais.

