Uma fala do chanceler alemão Friedrich Merz com críticas a Belém (PA) vem gerando uma onda de revolta entre parlamentares de todo o mundo. Após deixar a COP30, a autoridade alemã — conhecida por posicionamentos arrogantes e embaraçosos — afirmou que sua comitiva “ficou contente” em deixar o Brasil. O presidente Lula rebateu a colocação: “Na verdade, ele deveria ter ido num boteco no Pará, deveria ter dançado, deveria ter provado a culinária do pará, porque ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém”.
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A seguir, o GLOBO lista as mais significativas manifestações culturais do Pará, algo que chama atenção pela singularidade. Estão ali fenômenos coloridíssimos, saborosos, e que só existem naquele naco de terra banhado por rios caudalosos em meio à Floresta Amazônica.
A expressão de sucesso mais abrangente no Pará é a música, divulgada por cantoras como Joelma, Dona Onete, Gaby Amarantos, Zaynara, e agora, Viviane Batidão, que se projetaram a reboque do fenômeno da aparelhagem — movimento que transforma os equipamentos de som em um monumento de cores e luzes.
Hoje, para montar do zero uma aparelhagem nos trinques, é preciso desembolsar mais de R$ 3 milhões, como apontam produtores paraenses ouvidos pelo GLOBO. Além das caixas turbinadas para ecoar diferentes frequências, a maquinaria inclui telões de LED, holofotes, estruturas de alumínio e geradores de energia capazes de suportar voltagens que não cabem nas tomadas. E mais. Ainda há as carretas onde tudo isso fica guardado.
- Reportagem completa: Leia AQUI uma reportagem sobre o fenômeno das aparelhagens no Pará
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Pará é uma festa de sabores coloridos (e únicos). A capital de Belém é considerada hoje a capital da gastronomia amazônica. Das barraquinhas na feira do Mercado Ver-o-Peso aos restaurantes gabaritados, come-se bem, e muito, por aquelas bandas. Não à toa, a culinária local tem ganhado, cada vez mais, diferentes estados do país
— Foi só quando cheguei em São Paulo que eu percebi que as pessoas não sabiam nada sobre o Pará, o que comíamos, como vivíamos. Me deparei com um desconhecimento profundo do próprio Brasil. Hoje todos conhecem os sabores amazônicos, deixou de ser exotismo e os nossos insumos também se tornaram mais fáceis de serem adquiridos — celebra o chef Thiago Castanho.
- Reportagem completa: Leia AQUI uma reportagem sobre a culinária de Belém
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De clássicos como “Iracema — Uma transa amazônica” (1975), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna, e “Bye bye Brasil” (1980), de Cacá Diegues, a obras recentes como “Pureza” (2022), de Renato Barbieri, e “Manas” (2024), de Marianna Brennand, o Pará já foi visto inúmeras vezes nas telas do cinema brasileiro. O estado já foi cenário, inclusive, de produções internacionais, como “A floresta de esmeraldas” (1985), de John Boorman, filme de estreia de Dira Paes.
- Reportagem completa: Leia AQUI uma reportagem completa sobre o cenário cinematográfico no Pará
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Nos últimos anos, escritores como Edyr Augusto, Fábio Horácio-Castro, Monique Malcher e Airton Souza rompem com o exotismo literário e renovam olhar sobre o Pará. A produção tem retratado a multiplicidade de um estado marcado pela beleza da floresta e dos rios, mas também por vulnerabilidade social e violência urbana.
- Reportagem completa: Leia AQUI uma reportagem completa sobre a cena literária no Pará
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Do estilo colonial ao modernismo do ‘raio-que-o-parta’, Belém mantém viva na arquitetura sua História. O volume de obras de infraestrutura e mobilidade para a COP 30, que modificou a rotina dos habitantes da cidade, sagra a mais recente das muitas intervenções urbanísticas pelas quais a capital passou em seus 409 anos. Desde sua fundação no século XVII, com a construção do Forte do Presépio (atual Forte do Castelo) por Portugal para defender de invasores a recém-conquistada posição na Amazônia, Belém se transformou em um dos principais centros urbanos do Norte do país, alçada, no século XVIII, à capital do Estado do Grão-Pará e Maranhão.
- Reportagem completa: Leia AQUI uma reportagem completa sobre a arquitetura do Pará
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Enquanto capital paraense ganha importante polo cultural, artistas locais recebem visibilidade, mas enfrentam desafios fora do eixo principal do mercado.
