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O que Foo Fighters, Lana del Rey e Guns N’ Roses têm em comum? Um baterista

BRCOM by BRCOM
agosto 28, 2025
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O baterista Josh Freese — Foto: Sinna Nasseri/The New York Times

Quando Josh Freese tinha 14 anos e já era um prodígio da bateria ganhando suas primeiras matérias na imprensa, um repórter perguntou qual era seu objetivo de carreira. “Quero me tornar um nome conhecido em todas as casas”, disse ele com grandiosidade, antes de se corrigir: “Só quero tocar bateria, e quero fazer isso pelo resto da minha vida.”

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Quatro décadas depois, Freese continua tocando — e embora seu nome possa não ser familiar para todos, nos círculos da indústria musical ele é uma espécie de superstar, com passagens por algumas das maiores bandas do rock, incluindo Guns N’ Roses e Weezer. Freese deu novo fôlego a bandas alternativas veteranas como Devo e The Replacements, ajudou a fundar o supergrupo de metal alternativo A Perfect Circle e tocou em centenas de álbuns de artistas tão diversos quanto Bruce Springsteen, Katy Perry, The Dwarves e Lana Del Rey.

“Existe um ditado que diz: ‘uma banda é tão boa quanto seu baterista’”, observou Sting, que trabalhou com Freese no palco e no estúdio desde meados dos anos 2000. “Qualquer banda que teve a sorte de contar com Josh na bateria foi verdadeiramente abençoada.”

Baterista versátil, Freese domina tanto o estilo solto e cru quanto a precisão técnica refinada. Mas, acima de tudo, sua especialidade tem sido se encaixar perfeitamente em bandas de rock geralmente coesas. “O truque é não soar como um músico contratado”, disse o produtor Brendan O’Brien. “Você quer parecer que sempre fez parte da banda — e é exatamente nisso que o Josh é bom.” Esse talento foi testado recentemente, já que Freese saiu de uma grande banda, o Foo Fighters, e entrou — ou melhor, retornou — para outra: o Nine Inch Nails.

Freese atribui seu sucesso duradouro a “uma combinação de trabalho duro, talento e sorte”, mas mesmo em seu nível, não há garantias. “Como músico contratado, especialmente baterista, você tem que entregar — e entregar sempre”, disse. “Senão, qualquer oportunidade que você tenha, qualquer porta aberta, vai se fechar bem rápido. Então, você tem que estar sempre pronto.”

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Em uma tarde no final de julho, no bairro de Bluff Park, em Long Beach, Califórnia, Freese guiou a reportagem por sua casa de estilo Craftsman de 120 anos, a poucos quarteirões da praia, onde vive com a esposa, Nicole, desde 2008, criando seus quatro filhos. Ao entrar em seu estúdio nos fundos da casa — repleto de objetos de rock’n’roll por todos os lados —, Freese logo foi cercado por três de seus queridos poodles.

Com o cabelo descolorido e o rosto bronzeado, Freese, aos 52 anos, tem o ar de um surfista veterano — sem a calma zen. Em um turbilhão hiperativo, ele resumiu sua agenda caótica: uma recente turnê com o A Perfect Circle, shows futuros com sua banda punk de longa data, The Vandals, gravações com Billy Idol e Sting, além de um disco solo — o segundo volume de suas músicas de um minuto.

Mesmo durante a conversa, Freese parava de tempos em tempos para atender ligações de produtores e bandas solicitando seus serviços. Ele agora tinha tempo disponível, após um acontecimento inesperado. “Você quer dizer ser demitido?”, disse ele com uma risada, referindo-se à sua saída repentina do Foo Fighters na última primavera, menos de dois anos após entrar na banda com grande repercussão.

Freese, que conhece o líder do Foo Fighters, Dave Grohl, desde os 17 anos, admitiu que o trabalho teve uma carga emocional incomum. “Eu entrei como o baterista do Dave Grohl, o cara que deveria salvar o dia após a morte do querido Taylor Hawkins”, disse, referindo-se ao baterista da banda desde o fim dos anos 1990, que faleceu durante uma turnê em 2022. Assumir o lugar de Hawkins — de quem Freese era próximo — o fez sentir que “precisava estar com tudo funcionando perfeitamente o tempo todo.”

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Tocar em shows de mais de três horas com o Foo Fighters era um desafio físico, mas recompensador. Por isso, Freese se sentiu pego de surpresa quando, em uma ligação da banda em maio, Grohl o dispensou sem explicações. “Olhando para trás, provavelmente foi mais uma questão da equipe de gerenciamento”, disse Freese, escolhendo bem as palavras. (O Foo Fighters se recusou a comentar, embora em uma nota recente aos fãs Grohl tenha elogiado a “mágica trovejante” de Freese.)

Freese fez piada da demissão, divulgando a notícia online junto com uma lista bem-humorada dos “10 motivos possíveis pelos quais Josh Freese foi chutado do Foo Fighters”. Sobre seus sentimentos em relação à banda agora, ele deu de ombros: “Não era uma música com a qual eu realmente me identificava.”

Foi uma situação atípica para um músico cujas paixões o guiaram desde o início.

A mãe de Freese, Trisha, era pianista clássica, e o pai, Stan, tocava tuba e era maestro na Disneylândia. (Seu irmão mais novo, Jason, é multi-instrumentista e músico de apoio do Green Day.) Ainda pequeno, Freese desfilava pela Main Street, U.S.A. da Disney com a banda do pai, com um par de baquetas nas mãos. Ele ganhou sua primeira bateria de verdade aos 7 anos e imediatamente começou a tocar junto com sua música favorita no rádio: “Whip It”, do Devo. Logo, começou a impressionar seus professores, devorando a revista Modern Drummer e se declarando um verdadeiro “nerd da bateria.”

Aos 11 anos, Freese foi levado pelo pai à feira da National Association of Music Merchants (NAMM), onde causou sensação tocando no estande da Simmons e conseguiu um patrocínio da marca de baterias eletrônicas. “Era tipo, ‘venham ver esse garotinho fofo da terceira série tocando’”, lembrou. “Mas foi lá que conheci vários dos meus heróis da bateria, como Vinnie Colaiuta, Terry Bozzio e Jim Keltner.”

O baterista Josh Freese — Foto: Sinna Nasseri/The New York Times

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Keltner se lembra bem: “Você já sabia que ele ia ser um monstro”, disse. “Ele era precoce, mas tinha um jeito doce. Imaginei que logo estaria lendo e ouvindo falar sobre ele.”

Aos 12 anos, Freese entrou para o sindicato dos músicos e virou profissional, tocando com a banda mirim vencedora do programa Star Search, Polo. Aos 16, saiu em turnê acompanhando Michael Damian, astro de novela e cantor pop. Ele planejava estudar na Berklee College of Music, mas acabou entrando para a banda punk The Vandals em 1989.

“Os Vandals eram inteligentes e hilários, e me salvaram da escola de música e de uma vida tocando jazz em barzinho”, disse Freese. “Percebi que as pessoas iam para Berklee esperando fazer o que eu já estava fazendo — tocando em shows e gravando. Então, segui em frente.”

Seu grande momento veio ao tocar com um de seus heróis, Paul Westerberg, do The Replacements, em seu primeiro álbum solo e turnê em 1993. Poucos anos depois, realizou outro sonho ao se tornar membro do Devo. Em vez de uma audição, Freese enviou à banda uma foto sua no aniversário de 8 anos, empolgado ao abrir um presente: o disco Freedom of Choice, do Devo.

“Vimos aquilo e dissemos: ‘Tudo bem, o emprego é seu’”, lembrou Mark Mothersbaugh, do Devo, rindo. “Antes do Josh entrar, eu passava muito tempo fazendo trilhas para filmes, então estava em outra energia. Mas ele era tão empolgado com o Devo que isso acabou me empolgando de novo. Nesse sentido, ele é um dos melhores colaboradores que já tive.”

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Em 1997, Freese foi chamado por Axl Rose para ajudar a reiniciar o Guns N’ Roses com uma nova formação, e até recebeu crédito de composição no álbum Chinese Democracy. Ele mergulhou ainda mais no trabalho de estúdio nos anos 2000, tocando — às vezes creditado, às vezes não — em hits de Avril Lavigne, Puddle of Mudd, Evanescence, Queens of the Stone Age e Michael Bublé.

“Com os grandes músicos de estúdio, não é só sobre manter o tempo ou ter técnica — é sobre a performance”, disse o produtor Bob Rock. “E o Josh realmente sabe entregar uma performance.”

Freese também brilha nas redes sociais, mostrando sua personalidade extrovertida em vídeos tanto cômicos (como pegadinhas em que assusta a esposa) quanto emocionantes — como a visita à filha adolescente em seu primeiro dia de trabalho no In-N-Out.

Freese reconhece (e às vezes se incomoda com) sua reputação na indústria como “o cara legal de se ter por perto”. “Já ouvi gente dizendo: ‘Ah, o Josh Freese é engraçado, é por isso que ele consegue tanto trabalho’”, contou. “Bom, eu também sou um bom baterista. Tenho amigos divertidos, mas não quero que eles toquem na minha banda ou no meu disco.”

É seguro dizer que Trent Reznor, líder do Nine Inch Nails, concorda que Freese é um bom baterista. No início de agosto, ele convidou Freese — que já havia tocado com a banda de 2005 a 2008 — para se juntar a uma turnê de última hora. O baterista do Nine Inch Nails, Ilan Rubin, estava indo para o Foo Fighters.

“Não consegui acreditar”, disse Freese sobre essa troca inusitada. “Mas o Ilan é um baterista e músico fenomenal. Vai ser perfeito para o cargo.”

Na noite de estreia da turnê, Reznor elogiou Freese no palco enquanto a plateia aplaudia: “Ele ensaiou com a gente por um dia — a gente levou meses pra aprender essa [palavrão]!”

Por coincidência, outra grande banda de rock, o Pearl Jam, perdeu recentemente seu baterista de longa data, Matt Cameron. Mais uma vez, Freese está sendo cotado como favorito para o cargo.

Ele não sabe se o convite vai chegar, ou se outra oportunidade surgirá. “Mas aconteça o que acontecer, vou continuar tocando”, disse. “É tudo o que eu sempre quis fazer.”

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