Conhecida como a “dama de copas” do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Jasiane Silva Teixeira, a “Dona Maria”, teve a prisão preventiva decretava pela Justiça do estado na última terça-feira. Considerada a maior traficante da Bahia, ela está envolvida com lavagem de dinheiro e a compra de fuzis e granadas, e também responde a quatro ações penais por homicídio e tráfico de drogas. Segundo a SSP-BA, a decisão ocorreu a partir de um pedido do Ministério Público da Bahia (MPBA) para “garantir a ordem pública e econômica, além de evitar que a acusada interfira na instrução criminal ou fuga da aplicação da lei”.
A determinação ordenou que ela seja transferida para o estado. A criminosa está presa desde janeiro deste ano, quando foi capturada em São Paulo, por suspeita de homicídio e associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC), onde foi encontrada com documentos relacionados ao tráfico de drogas e R$ 66 mil em espécie.
Jasiane Silva Teixeira foi a terceira mulher a integrar o Baralho do Crime. Natural de Vitória da Conquista, ela entrou para o monitoramento em 2017, chamada de “dama de copas”, e definida pela SSP-BA como “traficante e também homicida de fama”. O Baralho do Crime é um catálogo lançado pela Secretaria em 2011, com a finalidade de organizar informações sobre os foragidos mais procurados do estado.
A ferramenta permite à população que ofereça denúncias anônimas, o que ajuda a identificar o local em que estão os foragidos. Com a divulgação de fotos e nomes, o dispositivo apresenta os criminosos de forma lúdica, com apelidos e divididos entre quatro naipes comuns de um jogo de cartas.
Em setembro de 2019, quando foi presa já com o status de maior traficante de drogas da Bahia, a Dona Maria, mobilizou um mega esquema das forças de segurança do estado. À época com 31 anos, ela foi capturada na cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e chegou a Salvador no avião da Polícia Militar da Bahia, vendada e com as mãos e os pés amarrados, em uma operação que envolveu equipes da Polícia Civil e da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública.
Dona Maria foi solta quatro meses depois, em janeiro de 2020, após conseguir um habeas corpus expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), sem precisar usar tornozeleira eletrônica. A criminosa ficou presa no Conjunto Penal de Juazeiro, no norte do estado, mas teve a prisão revogada porque um desembargador reconheceu a medida como ilegal. Quando foi presa em 2019, Dona Maria havia sido condenada pela participação na morte de um agente penitenciário em Jequié, no sudoeste baiano, ocorrido 10 anos antes. De acordo com as investigações, ela forneceu armas e apoio logístico na ação que culminou na morte da vítima.
De acordo com a SSP-BA, ela também é suspeita de praticar crimes como corrupção de menores, roubos e falsificações. Além disso, há suspeitas de que a criminosa atue com o tráfico internacional de drogas e armas, utilizando aviões, sob sua operação, para trazer equipamentos da Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela.
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