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O que se sabe sobre punição de estudantes por 'ranking sexual' de alunas em universidade de SP; sanções vão de suspensão a expulsão

Por · outubro 16, 2026
O que se sabe sobre punição de estudantes por 'ranking sexual' de alunas em universidade de SP; sanções vão de suspensão a expulsão


A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, concluiu a investigação interna sobre a divulgação de fotos de alunas de Psicologia em um ranking sexual compartilhado em um grupo de mensagens. Os estudantes envolvidos receberam punições que variam de suspensão à expulsão, conforme a responsabilidade de cada um.
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O resultado foi anunciado na quinta-feira, mas a instituição não informou quantos alunos foram punidos, segundo informações da TV TEM.
O caso veio à tona em agosto, quando universitárias denunciaram que fotografias retiradas de suas redes sociais sem autorização circulavam acompanhadas de comentários de teor sexual e depreciativo. A exposição provocou protestos em frente à universidade e levou à abertura de uma investigação da Polícia Civil, que continua em andamento.
Fotos eram acompanhadas de comentários sexuais e ofensivos
As imagens das estudantes eram usadas em classificações sobre suas aparências. Entre as expressões empregadas pelos participantes estavam “deliciosíssima”, “comível” e “arrebentaria”. Mensagens trocadas no grupo também revelaram critérios usados para selecionar as fotografias, com comentários como “tirei as lésbicas e as gordas” e “tem umas aí que eu discordo”.
A exposição provocou indignação entre as alunas atingidas. Uma delas disse que chegou a ter uma crise de ansiedade após descobrir que sua fotografia circulava no grupo.
A comissão responsável pela apuração interna avaliou individualmente a conduta dos estudantes, respeitando as normas da instituição e garantindo aos investigados o direito de defesa. As sanções aplicadas vão de suspensão à expulsão, mas a Unoeste não divulgou quantos alunos receberam cada punição.
A universidade também informou que pretende manter ações de orientação, prevenção e acolhimento para promover um ambiente acadêmico seguro e respeitoso.
Polícia já identificou 44 vítimas
A investigação criminal está a cargo da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra um dos investigados.
Até o momento, 44 vítimas foram identificadas. Desse total, 24 já prestaram depoimento, 11 têm oitivas agendadas e outras nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias, procedimentos utilizados para viabilizar atos investigativos ou judiciais em outra localidade.
A investigação continua, mas ainda não foram divulgados o número total de investigados nem informações sobre eventual apresentação de denúncias pelo Ministério Público.
A divulgação das imagens motivou manifestações em frente à Unoeste, às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Presidente Prudente. Estudantes levaram faixas e cartazes para protestar contra o compartilhamento não autorizado das fotografias.
O coletivo Frente pela Vida das Mulheres divulgou uma nota de repúdio e classificou o episódio como “um ato de misoginia organizada”.
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A apuração interna da universidade foi encerrada com a aplicação das sanções disciplinares. Na esfera criminal, as autoridades ainda investigam a divulgação das imagens e os comentários publicados no grupo de mensagens.

O que se sabe sobre punição de estudantes por 'ranking sexual' de alunas em universidade de SP; sanções vão de suspensão a expulsão