De uns tempos para cá, as pizzas entraram no noticiário de um modo diferente. Saem molhos, massas e insumos diferentes, entram as premiações que insistem em categorizar a gastronomia. Não é ruim, e até ajuda a circular informações até então no off. Mas o que posiciona uma pizzaria no ranking das melhores? Em recente anúncio no Rio, o 50 Top Pizza América Latina elencou 24 brasileirinhas, sendo quatro entre as dez primeiras. Uma delas é a carioca Ferro e Farinha, na posição 4, e você sabe o por quê
“Eu abri mais casas, a pizza boa, para eles, precisa alcançar mais gente. Para o prêmio isso conta”, me contou Sei Shiroma, chef da Ferro, nunca antes em sua história tão bem premiada. Um feito e tanto para este nova iorquino radicado no Rio, filho de asiáticos.
Além da excelente colocação, a casa também recebeu o prêmio de “Pizza do Ano” pelo seu elogiado sabor Scampi, de camarão. Camarão, creme de alho, mozzarella, molho de tomate, salsinha, cebola e basílico (R$ 67).
“A pizza é inspirada no clássico ítalo-americano “shrimp scamp”, uma receita simples, de camarões salteados em um molho de manteiga, alho, vinho branco e limão siciliano.”
Como esperado, São Paulo honrou a fama e abocanhou a maior parte dos prêmios, inclusive o 1º lugar, que foi – pela segunda vez – para a Leggera (leve em italiano).
“Somos a única pizzaria que usa tomate San Marzano DOP”, diz o pizzaiolo paulistano André Guidon. A Denominação de Origem Protegida do San Marzano a que ele se refere é sobre um tomate cultivado no solo Vulcânico aos pés do Vesúvio, que fica em Nápoles,
Com duas unidades (Perdizes e Jardins), a Leggera usa bastante insumo base italiano: farinha, tomate San Marzano, azeite de oliva, azeitona, alcachofra e mais outros ingredientes. Até o orégano também é de lá. Mas a parte de hortifruti é toda orgânica brasileira e os embutidos praticamente de produtores pequenos de São Paulo. O prosciutto é italiano, mas os queijos – todos frescos – são de laticínios brasileiros: mozzarella de búfala, fior de latte, ricota, cacio ricota, caccio cavalo, próvola
“A iguaria é considerada a ‘alma da pizza napoletana’ e também o ‘ouro vermelho’ da gastronomia”, acrescenta Guidon, que criou duas receitas com o tomate DOP: a clássica Margherita Verace (R$ 69) e a Cacio e Ragù (R$ 85), com Wagyu.
