Quem visita Copenhagen com tempo e olhar atento descobre que a cidade oferece muito mais do que cartões-postais. Com seu ritmo calmo, estética minimalista e forte cultura de sustentabilidade, a capital dinamarquesa inspira uma maneira diferente de viver: mais consciente, sensível e bela nos detalhes.
Durante a Copenhagen Fashion Week, evento que terminou hoje e se consolidou como a principal semana de moda sustentável do mundo, a empresária Patrícia Lima, CEO da Simple Company, responsável pela Simple Organic e People Colour, esteve na cidade acompanhando os desfiles e ativações da temporada, além de liderar de perto a participação de People Colour, marca do grupo dedicada à maquiagem, com direção criativa de Malu Borges, na beleza do desfile do estilista finlandês Rolf Ekroth, um dos nomes mais promissores da cena nórdica.
Entre passeios, descobertas gastronômicas e mergulhos na cena criativa da cidade, ela compartilha um roteiro que vai além do óbvio. “Copenhagen é uma cidade para ser sentida. Desde restaurantes intimistas e moda circular até lugares icônicos, tudo aqui nos convida a desacelerar e enxergar o mundo com mais profundidade”, conta a executiva.
Para quem ama moda, o roteiro de brechós e lojas de economia circular é imperdível, além do fato de que Copenhagen oferece experiências que permeiam do mais sofisticado ao mais acessível. A dica de ouro é visitar a Collector’s Cage, loja especializada em bolsas de grife pre-loved, com peças de Hermès, Louis Vuitton e Chanel. Cada item tem curadoria rigorosa e cuidado artesanal, em um espaço onde luxo e consciência caminham juntos. Nos bairros de Norrebro e Vesterbro, o olhar atento encontra brechós, marcas independentes e lojas de segunda mão com design nórdico e muita personalidade.
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Mas a cidade também surpreende pela sua vibração criativa e contracultura. Um exemplo disso é a Freetown Christiania, comunidade autogerida desde os anos 1970, que virou um dos maiores símbolos culturais da cidade. Entre casas coloridas, murais, cafés e uma atmosfera livre e pulsante, o local é um convite à experimentação e à desaceleração como se fosse uma cidade dentro da cidade.
Essa mesma delicadeza se estende aos sabores. Restaurantes como o Cofoco, com seu ambiente acolhedor e menu nórdico sempre surpreendente, o sofisticado ESMÉE, ideal para jantares especiais, e o Dona, mais despretensioso e acolhedor, no centro da cidade, fazem parte da experiência de viver Copenhagen com todos os sentidos.
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E por fim, a dica final é: vale simplesmente caminhar sem pressa. O bairro de Christianshavn, com seus canais e pontes de madeira, convida à contemplação. Sentar em um café, observar o movimento ou admirar o design, que se revela nos detalhes do cotidiano, torna-se parte do roteiro. “Em Copenhagen, o tempo corre em outro ritmo e tudo parece feito para que a gente veja, sinta e se inspire mais profundamente”, completa Patrícia Lima.
Moda e beleza brasileira nas passarelas nórdicas
A viagem de Patrícia a Copenhagen teve um motivo especial: a estreia internacional da People Color, marca do grupo dedicada à maquiagem, com direção criativa de Malu Borges, que assinou a beleza do desfile do finlandês Rolf Ekroth, com um gesto disruptivo: patches de acne foram usados como acessórios de estilo, celebrando a estética real e o acne-positivity. A ação levou à passarela uma provocação: beleza é liberdade, inclusive para mostrar a pele como é. Além disso, a marca lançou uma nova coleção de lápis labiais multifuncionais, reafirmando seu compromisso com uma beleza plural e inclusiva.
“Estar na Copenhagen Fashion Week com a People Color foi muito mais do que uma ação de marca. Foi sobre abrir espaço para uma nova narrativa de beleza, em que o real é celebrado e o cuidado com a pele se transforma em expressão estética”, explica Patrícia.
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Inserida no evento mais sustentável da moda global, a participação das marcas brasileiras, que já haviam feito história no ano anterior com Simple Organic, reforça o protagonismo nacional em iniciativas conscientes e disruptivas no cenário internacional.