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A causa do incêndio ainda está sendo investigada. As autoridades de Hong Kong prenderam três pessoas ligadas a uma construtora sob suspeita de homicídio culposo e negligência grave.
Eis o que você precisa saber sobre o incêndio:
As chamas deflagraram em um complexo residencial denso no distrito de Tai Po, na zona norte de Hong Kong, por volta das 14h50 locais (3h50 de quarta-feira no horário de Brasília). O complexo, chamado Wang Fuk Court, tinha cerca de 2.000 apartamentos distribuídos em oito torres, cada uma com 32 andares.
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As autoridades estavam investigando se os materiais usados nas paredes externas dos prédios não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio, o que teria feito com que as chamas se alastrassem mais rapidamente. Vários sobreviventes disseram não ter ouvido o alarme de incêndio.
As torres, construídas na década de 1980 e destinadas à renovação, estavam cobertas por andaimes de bambu, material amplamente utilizado em Hong Kong para construção e reparos. O governo de Hong Kong anunciou planos para substituir o bambu por andaimes metálicos, mais resistentes ao fogo. Em outubro, o corpo de bombeiros atribuiu a rápida propagação de outro incêndio em um prédio comercial no centro da cidade aos andaimes de bambu que o envolviam.
Os investigadores disseram que também estavam examinando a tela de proteção verde, a lona, a espuma de poliestireno e outros materiais que haviam encoberto o prédio.
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Mais de 1.200 bombeiros foram enviados ao local, mas tiveram dificuldades para alcançar as chamas nos andares superiores das torres, já que suas escadas e mangueiras pareciam chegar apenas até a metade dos prédios. A queda de destroços e as altas temperaturas dificultaram o acesso rápido dos bombeiros aos edifícios para encontrar moradores presos, informou o Corpo de Bombeiros na quinta-feira.
Um bombeiro estava entre os 128 mortos.
As autoridades disseram em uma coletiva de imprensa na sexta-feira que esperavam encontrar mais corpos nos prédios, já que cerca de 200 pessoas estavam desaparecidas. Mais de 70 pessoas foram hospitalizadas, algumas em estado grave.
Centenas de voluntários de toda a cidade ofereceram ajuda aos moradores desalojados, fornecendo alimentos e roupas, ou separando cobertores e água que chegaram em caixas.
Como as autoridades estão reagindo?
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Várias pessoas foram presas em conexão com o incêndio.
A comissão anticorrupção da cidade informou ter prendido mais oito pessoas, incluindo subempreiteiros de andaimes e consultores envolvidos nas reformas do complexo.
A polícia de Hong Kong informou anteriormente que prendeu três pessoas ligadas a uma construtora que instalou andaimes e redes de proteção nos edifícios. Elas foram detidas sob suspeita de homicídio culposo.
Lai Yee Chung, um superintendente sênior da polícia, disse em uma coletiva de imprensa que as autoridades acreditam que houve negligência grave por parte dos responsáveis pela construção.
O governo de Hong Kong informou ter aberto abrigos temporários onde mais de 500 pessoas buscaram refúgio. John Lee, chefe do Executivo de Hong Kong, anunciou um fundo para as vítimas no valor de 300 milhões de dólares de Hong Kong, ou cerca de R$ 203 milhões.

