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novembro 7, 2026
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Obra de centro de processamento de dados para IA da Microsoft é invadido em Amsterdã; entenda protestos

Por · novembro 7, 2026
Obra de centro de processamento de dados para IA da Microsoft é invadido em Amsterdã; entenda protestos


Manifestantes invadiram um data center (centro de processamento de dados) da Microsoft em construção em Amsterdã, nos Países Baixos, na sexta (6). A informação foi confirmada pelas agências AFP e Associated Press.
Centenas de ativistas ocuparam o canteiro de obras no distrito de Sloterdijk, juntando-se a um movimento que pretende ocupar centros de dados — responsáveis por processar operações de inteligência artificial — por toda a Europa durante dois dias. Manifestantes entraram em confronto com a polícia ao escalarem um guindaste e dispararem sinalizadores.
Um dos membros do grupo Geef Tegengas (“dar o troco” ou “contrariar”, no idioma local), Nathan Timmer, anunciou à rede local AT5 que os manifestantes ocupando o local tinham o intuito de paralisar as obras.
— Não queremos que [o data center] seja construído. Ninguém precisa disso. A única coisa pra que isso será usado é para lixo gerado por IA. Guerra de inteligência artificial, vigilância de dados e genocídio. Não queremos isso — declarou.
Aos poucos, ativistas pró-Palestina se juntaram aos protestos, apesar da pauta ser outra, na capital neerlandesa. No fim da tarde de sexta, a polícia começou a retirar os manifestantes da obra da Microsoft, embora alguns tenham permanecido ainda, de acordo com a imprensa local.
A polícia neerlandesa estima ter detido entre 150 a 200 pessoas por invasão do canteiro de obras durante os protestos. Já a Microsoft informou as agências de que estava ciente do protesto e disse compreender que as pessoas tenham opiniões “fortes sobre o projeto”.
— Respeitamos o seu direito de expressar estas visões pacificamente. No entanto, não toleramos quaisquer ações que sejam ilegais ou coloquem a segurança das pessoas em risco — ponderou um porta-voz da empresa à imprensa.
Os centros de processamento de dados têm sido mal vistos em diversos países devido às enormes quantidades de energia e água que consomem para operar. Ativistas argumentam que o número destas estruturas, seja para armazenamento de dados em nuvem ou para IA, está aumentando mais rápido do que a consulta ao público e causando negligência do meio ambiente.
O movimento “Stop Dirty Data Centres” reuniu grupos da sociedade civil em protestos e eventos na sexta e voltará a reuni-los neste sábado (7) em 15 países europeus, entre eles Irlanda, Polônia, Dinamarca, Finlândia, Espanha, Itália, Países Baixos, França e Reino Unido.
Na Alemanha, uma dúzia de manifestantes se reuniu em frente a um destes centros na periferia de Berlim na sexta. Cerca de 100 pessoas também já protestou em frente ao parlamento polonês, representando as comunidades ao redor de Varsóvia afetadas pelos planos de construir novos centros na área.
Na Itália, a região da Lombardia, onde ficam a maioria de suas infraestruturas digitais, é também onde se concentra a maior oposição à construção destes centros.

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