As obras de revitalização do antigo Mercadinho São José, em Laranjeiras, entraram na fase final com uma novidade simbólica: a restauração das imagens do santo que batiza o local, parte da memória afetiva do espaço. O tradicional São José que ficava num pequeno oratório nos fundos do antigo mercado foi restaurado, assim como o painel de azulejos com a imagem do santo que ornava a fachada, num trabalho assinado pelo artista Alex Keippert. Quem passa pelo local já consegue vislumbrar como será o interior do tradicional centro comercial de Laranjeiras e ouve da equipe que a reinauguração será em breve, possivelmente em 6 de setembro.
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Oficialmente, porém, a prefeitura não crava uma data. No perfil de Instagram do Novo Mercado São José, que passa a ser o nome oficial do espaço, quem pergunta recebe do administrador a resposta de que o local estará funcionando “mais cedo do que se imagina”. Em dezembro passado, quando as obras começaram, a previsão da prefeitura era que abertura fosse no primeiro semestre de 2025.
— Estamos na reta final da obra e muito em breve os cariocas poderão reencontrar esse espaço tão tradicional, que une memória e modernidade — disse o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, ao GLOBO-Zona Sul.
As obras têm investimento estimado em R$ 8,5 milhões. A estrutura terá 1.200 metros quadrados, e o projeto previa 11 boxes comerciais, duas lojas maiores, seis banheiros, terraço para eventos, claraboia de vidro e climatização, além de acessibilidade garantida por elevador. Praticamente todos os espaços já foram comercializados, e uma tabacaria e uma uisqueria estão previstas.
A Junta Local, responsável pela curadoria, comunicação e programação do espaço, promete transformar o mercado em um polo de encontro entre produtores locais e o público. Um dos projetos é realizar feiras temáticas — com foco em produtos sustentáveis, veganos e orgânicos — além de eventos culturais, apresentações musicais e parcerias com chefs e empreendedores da gastronomia carioca.
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Concessão de 25 anos e impacto no entorno
A concessão do espaço foi vencida em 2022 pelo consórcio Junta Local/Engeprat, após chamamento público promovido pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), empresa municipal responsável pelas concessões e Parcerias Público-Privadas da cidade. O grupo terá gestão por 25 anos e pagará à prefeitura uma outorga mensal de R$ 5 mil, além de 10% sobre a receita com eventos, publicidade e patrocínios.
A prefeitura adquiriu o terreno e o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por R$ 3 milhões. O novo mercado terá capacidade para até 826 pessoas, com expectativa de atrair cerca de dois mil visitantes nos fins de semana e mil durante os dias úteis.
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Fechado desde 2018, o prédio centenário já serviu como senzala, celeiro e, em 1942, foi transformado em mercado popular por Getúlio Vargas. Após sucessivas reformas, funcionou como centro cultural a partir de 1988 e foi tombado definitivamente em 1994, após mobilização da comunidade.
A iniciativa integra uma parceria entre o setor público e a iniciativa privada — formada pela Junta Local, a construtora Engeprat e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), empresa municipal responsável pelas concessões e Parcerias Público-Privadas da cidade.