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O brasileiro afirmou ao Portugal Giro que desde que Francisca desapareceu, em 20 de junho, as respostas das investigações sobre o caso têm sido insatisfatórias para ele.
— Ninguém responde e a investigação não tem resposta para dar — disse José, que deixou o Maranhão, cidade da família, e está morando na casa de uma amiga em Lisboa.
Segundo o artista plástico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, os especialistas criminais demoraram a entrar em ação, prejudicando a chance de encontrar a irmã:
— Houve descaso desde o início. A perícia entrando pela janela da casa, deixaram o computador dela para trás. Trocaram fechadura da casa. Como assim?
José afirmou que foi espontaneamente à delegacia, mas não obteve informações concretas.
— Eu fui à delegacia, ninguém me convocou. Falei por cinco horas, mas não responderam nada — afirmou.
A Polícia Judiciária (PJ) fez buscas na casa do namorado de Francisca no início deste mês.
— Continua devagar, porque eu acho que desde o início deveriam ter feito essa busca na casa dele. E só depois de quase 40 dias que eles fizeram, em 6 agosto — declarou José.
O artista plástico disse desconfiar que a PJ informou o juiz que autorizou as buscas de algo que ainda não foi divulgado.
— Foram duas horas de busca. Nenhum juiz autorizaria busca feita por peritos em vão. A Justiça ouviu os indícios da inspetora. Creio que foi encontrado algo, mas ninguém falou — disse ele.
O próprio José foi aos locais onde Francisca trabalhava e morava, em Tabuaço. Afirmou que conversou com pessoas próximas à irmã:
— O namorado falou que foi o denunciante do desaparecimento, mas foi o patrão dele. No restaurante onde ela trabalhava como cozinheira, o dono disse, sem comoção, que não estava no dia que ela desapareceu.
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Ainda segundo José, testemunhas teriam visto três pessoas perto da casa de Francisca na noite do desaparecimento.
— Há testemunhas no comércio local, que falaram com dois homens e uma mulher em frente à casa dela. Perguntaram se queriam algo do bar, disseram que não — declarou.
Francisca teria sido vista na rua de casa e próximo às lixeiras públicas, porque a localização do telefone teria informado isso. De acordo com o irmão, ela deixou televisão e luzes da casa ligadas.
— Não sei o que a tirou de casa naquele momento, só sei que saiu porque alguém conhecido estava do lado de fora. Depois, não sabemos o que houve — disse José.