A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades na gestão de de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Os agentes saíram às ruas em três estados para cumprir seis mandados de prisão preventiva — entre os alvos, está o presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo de Almeida.
Batizada de Operação Tomada de Contas, a ação conta com mais de 180 policiais federais. Além dos mandados de prisão, 26 mandados de busca são cumpridos na manhã desta quinta-feira. O Superior Tribunal de Justiça autorizou as ordens e determinou ainda medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens.
As ações ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Segundo a Polícia Federal, os investigadores apuram se a suspensão de contratos administrativos foi utilizada como um mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
Os investigadores também suspeitam de divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie. A PF avalia possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da Corte.
Os investigados podem responder por crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Operação da PF apura irregularidades em contratos TCE-MT; presidente da Corte é preso
