Lasai é eleito o melhor restaurante de menu degustação da cidade pelo Prêmio Rio Show de Gastronomia 2026. Confira outros bons endereços na categoria.
2º lugar: Casa 201
Inaugurada há três anos, já coleciona reconhecimentos: o chef João Paulo Frankenfeld foi eleito chef do ano em 2024 pelo Prêmio Rio Show de Gastronomia, que também escolheu a casa como melhor francês no ano seguinte — títulos que se somam a uma estrela Michelin, mantida há dois anos, com distinção para o serviço de excelência do sommelier Raphael Zanon. O discreto e elegante endereço, sem nome na fachada, se dedica a jantares sob reserva, exclusivamente no formato de menu degustação (R$ 690; mais R$ 490 com harmonização). Os menus mudam conforme as estações, e tudo é feito na casa — dos pães de fermentação natural, picles e manteiga maître d’hôtel que compõem o couvert aos queijos e a charcutaria: na etapa principal, o peito de pato dry aged, maturado por duas semanas, vem com fleischkäse — charcutaria de inspiração alemã —, musseline de batata, kimchi e gastrique de ostra (foto). O percurso inclui ainda delicados aperitivos, amuse bouche e entradas como salmão en croûte ao molho de espumante e agnolotti de cogumelos e avelãs. A tábua de queijos vem com mel de abelha nativa e a doçura final fica por conta do entremet de chocolate com café de origem e gelato de rapadura e petit fours. Jardim Botânico: Rua Lopes Quintas 201 (96707-0201). Ter a sáb, às 20h.
3º lugar: Madame Olympe
Eleita chef do ano, Jessica Trindade comanda, o lado do mestre Claude Troisgros, esta casa intimista de serviço primoroso, que recebe 20 comensais por vez com menu degustação.
Madame Olympe: Claude Troisgros e Jessicam Trindade assinam menu
Rodrigo Azevedo
NIMBUS
O casal formado pelo chef australiano Jimmy McLennan e pela sommelière brasileira Ruth de Assis está à frente da casa, aberta no fim de 2025. Depois de passar por três restaurantes em Melbourne, McLennan deixou as antigas sociedades para trás e uniu sua bagagem à da companheira em seu primeiro negócio no Brasil. Os 30 lugares se dividem em dois salões, com sofás e cadeiras, além de um balcão alto de frente para a cozinha aberta, onde até seis pessoas acompanham de perto a finalização dos pratos. O clima é intimista — os jantares, sempre sob reserva, saem em quatro etapas (R$ 350 por pessoa + serviço, harmonização opcional por R$ 230), disponível de terça a quinta, ou em nove (R$ 600 por pessoa + serviço, harmonização a R$ 420). Ambos os menus são renovados a cada três meses e incluem couvert e sobremesa, assinada pela chef confeiteira Tay Magalhães. Com foco no frescor dos ingredientes e na potência dos sabores, o cardápio reúne receitas como a cenoura em diferentes texturas, com iogurte de ovelha, samburá (pólen desidratado de abelhas nativas) e jus, e o namorado finalizado com manteiga noisette, mangarito (tubérculo da família do inhame), batata roxa e óleo de amendoim. Nas etapas doces, a pré-sobremesa de beterraba, cacau e alecrim antecede a sobremesa de namelaka (creme aveludado de chocolate), avelãs, café branco e canela, seguida de petit fours inventivos, caso do bombom de alho negro. Sempre no último sábado do mês, das 12h às 17h, entra em cena o saturday roast (R$ 300, quatro etapas), almoço inspirado numa tradição britânica. Botafogo: Rua Dezenove de Fevereiro 153 (99765-3465). Ter a sáb, das 19h à meia-noite.
ORO
Há 16 anos, o chef Felipe Bronze entrega uma cozinha brasileira de vanguarda que acompanha as mudanças da gastronomia mundial. A fase molecular do início ainda se vê em preparos nos quais a equipe consegue extrair o máximo de sabor, mas são as receitas que passam pela brasa que dão o tom dos últimos anos. De lá para cá, o restaurante acumula duas estrelas Michelin, enquanto o chef ampliou seu repertório com eventos e programas de TV. Por aqui, quem comanda o serviço são os chefs Antônio Barbosa e Guilherme Vaz, sempre sob o olhar atento da sócia e sommelière argentina Cecília Aldaz. São dois os menus possíveis: o Afetividade (R$ 980, com dois principais; harmonização por R$ 470) e o Criatividade (R$ 1.100, com quatro principais; harmonização por R$ 650). Em ambos, tudo começa pela etapa “Com as Mãos”, com onze snacks de sabor brasileiro e influência asiática — caso do minitemaki de picanha defumada, do moti (bolinho de arroz glutinoso) de camarão com chuchu e do minisanduíche de barriga de porco com abacaxi, homenagem ao Cervantes, servido em pão cozido no vapor. A diferença entre os menus está na etapa “Com Talheres”: no Afetividade, é possível escolher duas entre as quatro receitas disponíveis, com destaque para o peixe, pamonha e caldo de milho tostado, e o crustáceo, alho-poró e pistache. Para finalizar, o comensal escolhe uma entre três sugestões de sobremesas, e encerra a degustação com o “Café + Gostosuras”, coado ou expresso escoltado por docinhos brasileiros: cajuzinho, minipudim, jujuba e brigadeiro oro. Leblon: Av. General San Martin 889 (3190-4091). Ter a sex, das 19h às 23h. Sáb, das 13h às 16h e das 19h às 23h.
OSEILLE
Primeira empreitada autoral do chef Thomas Troisgros, a casa fica no 2º andar do Toto, restaurante à la carte que mantém filas na porta desde a abertura — com balcão confortável em volta da cozinha aberta. Ambos estão no guia Michelin, mas é o fine dining de estilo carioca que detém, há dois anos, uma estrela no prestigioso anuário. O ambiente clean convida a uma experiência de alta gastronomia com técnicas francesas e produtos locais, marcada por serviço despojado e uma playlist divertida ao fundo. Terceira geração de um clã referência internacional pela criação da nouvelle cuisine, Thomas homenageia o avô Pierre Troisgros no nome da casa — oseille significa azedinha, em francês, planta usada no prato com salmão que marca a história da família. Os jantares são servidos sob reserva, em sete etapas (R$ 750 + serviço), com opção de harmonização conduzida pelo respeitado Cleiton Moreira. Os pratos chegam em mãos por Thomas e pelo sous chef Carlos Yusa, com explicações individualizadas para cada um dos 16 comensais. O início costuma trazer ostras e snacks para comer com as mãos, caso do crocante com beterraba assada, kefir e crumble de chocolate. Entre os principais, o ancho ao molho demi-glace, purê de couve-flor e legumes assados, a cavaquinha sobre beurre blanc de ouriço, brócolis tostado e repolho roxo, e as vieiras com abóbora, espuma de coco e manteiga noisette com mel de uruçu estão entre as receitas possíveis. Em tempo: Thomas também comanda os restaurantes Le Blond e CT Boucherie, o bar Tijolada (com a esposa Diana Litewski) e é chef executivo do grupo T.T. Burger, que reúne quatro marcas de sanduíches. Ipanema: Rua Joana Angélica 155, 2º andar. Qua a sáb, às 20h.
OTEQUE
Um discreto casarão, numa esquina movimentada de Botafogo, abriga o restaurante do chef Alberto Landgraf, que ostenta uma estrela Michelin. O salão único impressiona, com decoração industrial e mesas redondas — mas os lugares mais disputados ficam no balcão baixo de frente para a cozinha aberta, onde os pratos são finalizados. A aparência minimalista não revela de imediato a potência do menu sazonal (R$ 1.250, oito etapas + 12,5% de serviço; R$ 1.100, o vegetariano). A harmonização com vinhos (R$ 1.250 ou R$ 4.000, a premium) traz oito taças de 75ml, uma por etapa. Drinques (R$ 75, cada; R$ 45, sem álcool), cervejas e saquê completam a carta. A cozinha de produto privilegia ingredientes frescos, com destaque para peixes, frutos do mar e vegetais. Crudos e ostras costumam marcar presença no cardápio, caso do peixe do dia com vinagrete de milho e rabanete, e da ostra com emulsão de ostra e caviar. Já a trilha com emulsão de salsa, foie gras e ovas de truta, e o pescado com feijão branco, soubise e missô são receitas recorrentes em 2026. A sobremesa costuma trazer sorbets e gelatos de frutas, seguidos de petit fours de chocolate, que podem vir com café orgânico Orfeu (R$ 30). Água com ou sem gás à vontade, ao longo do jantar, sai por valor único de R$ 25. Botafogo: Rua Conde de Irajá 581 (3486-5758). Ter a sáb, das 19h às 23h30.
Os melhores restaurantes de menu degustação do Rio de Janeiro de 2026
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