Um homem teria sido espancado por forças israelenses in Beit Furik, em Nablus, informou ao veículo a organização humanitária Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, que lhes prestou os primeiros socorros.
No entanto, ele teria sido preso após a agressão e, por isso, a organização palestina diz trabalhar junto com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para conseguir obter acesso seguro ao indivíduo.
Já em Belém, três palestinos teriam ficado feridos depois de um ataque de colonos a veículos na área de Abu Njeim, segundo a Al Jazeera. Além disso, uma equipe de ambulância que respondia a um chamado para atender feridos na área de Khalayel al-Louz foi apedrejado, deixando dois paramédicos feridos e a ambulância danificada, também de acordo com relatos da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino. Não há dados sobre o estado de saúde deles.
Os ataques de sexta se somam a uma semana inteira de blitzes militares na Cisjordânia, incluindo uma operação de dois dias no campo de refugiados de Qalandiya que deixou mais de 60 feridos, segundo a agência Reuters. Entre eles estão palestinos que inalaram gás lacrimogêneo e outros que sofreram duros espancamentos – em um caso, o confronto gerou uma fratura no crânio.
Desde outubro de 2023, quando se iniciou a guerra entre Israel e Hamas em Gaza, soldados e colonos israelenses teriam sido responsáveis pela morte de, pelo menos, 1.182 palestinos na escalada de tensões na Cisjordânia, de acordo com dados de autoridades palestinas obtidas pela Al Jazeera.
Esta não é a primeira vez que socorristas se tornam alvos nos ataques. Em março, 15 paramédicos morreram em Gaza após um “mal-entendido operacional” que envolveu descumprimento de ordens, justificou em nota, à época, as Forças de Defesa de Israel (FDI).
Os corpos foram encontrados por funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino em uma cova rasa. A denúncia levou a uma investigação conduzida pela própria FDI, que afirmou não haver provas que sustentem alegações de execução dos profissionais de saúde.
No entanto, a FDI apontou a existência de “diversas falhas profissionais, descumprimentos de ordens durante combate e falha em relatar de maneira completa o incidente”. Visibilidade noturna ruim também foi considerada um fator no tiroteio.
Apesar de alegar à época que seis das vítimas eram membros do Hamas – o grupo armado palestino responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 –, Israel afastou um comandante e dispensou um subcomandante da unidade envolvida no ataque ao comboio de ambulâncias que resultou nas mortes dos paramédicos.
A Cisjordânia é um território considerado palestino por órgãos de Justiça internacional, mas de ocupação mista: há 230 assentamentos israelenses e 167 enclaves controlados pela Autoridade Nacional Palestina.

