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novembro 2, 2026
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Partidos encerram campanha para as eleições, com democratas otimistas e republicanos em corrida para mobilizar base

Por · novembro 2, 2026


Democratas e republicanos encerram suas campanhas nesta segunda-feira, na véspera das eleições de meio de mandato, que vão definir qual partido controlará o Congresso, ou ao menos uma das Casas, a partir de janeiro. Confiantes, mas cautelosos, os democratas concentraram os últimos dias em temas como a corrupção e o custo de vida, principal insatisfação dos eleitores. Já o presidente Donald Trump e os republicanos usam a vantagem financeira para mobilizar sua base.
Trump marcou para as 14h (16h em Brasília), em um dos últimos atos da campanha, um discurso no espelho d’água diante do Memorial Lincoln, em Washington, monumento que mandou reformar e que se tornou um dos símbolos de seu empenho em obras para restaurar a capital.
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As pesquisas indicam uma alta probabilidade de que os democratas recuperem o controle da Câmara dos Deputados, com boas perspectivas de conquistar também o Senado. Em caso de vitória nas duas Casas, a oposição pretende abrir investigações contra Trump, seu governo e sua família, bloquear indicações do presidente e cortar o financiamento da guerra no Irã. A ala socialista do partido, que pode eleger um número recorde de deputados e senadores, quer ainda abrir um debate sobre o futuro do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), a polícia migratória de Trump.
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Os republicanos, que classificam os adversários como perigosos e alertam para os horrores de uma “guerra cultural”, esperam ao menos manter o controle de uma das Casas e obrigar os democratas a negociar o orçamento. Nos últimos dias, em tom desafiador, Trump advertiu que pode se tornar o “Sr. Veto” para barrar as iniciativas legislativas da oposição. No seu primeiro mandato, quando os democratas tomaram o controle da Câmara, ele foi alvo de dois processos de impeachment.
O presidente dos EUA, Donald Trump, chega para falar em um comício de campanha de meio de mandato no Rock Hill Sports.
KENT NISHIMURA / AFP
Nesta terça-feira, os americanos votam para renovar todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado, além de 36 governos estaduais. A votação antecipada já bateu recorde, com 53 milhões de votos depositados.
— Poderíamos ver, inclusive, um recorde de participação total. Parece altamente provável — disse ao canal CBS David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral.
Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam virar quatro cadeiras. As pesquisas indicam uma vantagem apertada do partido em cinco estados, alguns tradicionalmente conservadores, como Texas, Carolina do Norte e Kansas.
Quase R$ 60 bilhões em publicidade
Sete em cada 10 americanos avaliam mal o governo Trump, que não conseguiu conter a inflação e mantém a guerra contra o Irã. O presidente segue muito popular entre sua base, mas, em um país polarizado, são os independentes que costumam decidir as eleições.
Segundo o Pew Research Center, 47% dos adultos se identificam com o Partido Democrata ou tendem a apoiá-lo, ante 43% do lado republicano. Outros 10% não têm preferência partidária, a maior proporção de eleitores indecisos em quase uma década.
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As campanhas gastaram quase US$ 11 bilhões (cerca de R$ 58 bilhões) em publicidade, grande parte vinda de doadores individuais. O bilionário Elon Musk, aliado de Trump que liderou o departamento criado pelo presidente para reduzir o governo federal, destinou quase US$ 500 milhões a candidatos republicanos.
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KENT NISHIMURA/AFP
Do lado democrata, um dos principais doadores é o também bilionário George Soros, que financia não só candidatos ao Congresso, mas também concorrentes de esquerda a cargos de promotor, governador e prefeito.
De terça pra quarta, a noite eleitoral pode ser longa. No Alasca, a polêmica envolvendo dois candidatos com o mesmo nome na disputa pelo Senado levou o governo Trump a entrar na Justiça para impedir a homologação do resultado caso o senador republicano Dan S. Sullivan seja derrotado. O governo do estado abriu uma investigação sobre o caso.
Com AFP

Partidos encerram campanha para as eleições, com democratas otimistas e republicanos em corrida para mobilizar base