O pastor Arival Dias Casimiro deixou o cargo de titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) após fechar um acordo na Justiça do Trabalho com uma ex-funcionária que o denunciou por assédio e abuso espiritual. Em nota publicada no sábado, a IPP informou que o processo foi encerrado por meio de um acordo, “no qual ficou expressamente excluído qualquer reconhecimento da prática de assédio”. A defesa da ex-funcionária, porém, nega que tenha retirado as acusações. A igreja também classificou as mensagens enviadas pelo reverendo como “inoportunas, inadequadas e infelizes”. Leia a íntegra da nota abaixo.
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De acordo com os autos do processo, a IPP fechou um acordo de R$ 106 mil com a ex-funcionária. O caso foi levado à Justiça em maio de 2025, após ela relatar ter sido abordada por Arival por meio de mensagens e também pessoalmente entre 2022 e 2024. As informações são do Metrópoles.
A defesa da mulher nega que ela tenha retirado reconhecimento de assédio, como publicado em nota pela IPP. Segundo o advogado ao Metrópoles, a ação “continuou sustentando em processo interno a existência do assédio”.
Segundo a assessoria da IPP, o reverendo “em respeito à família e à IPP, resolveu pedir licença em comum acordo com o conselho”. Nas redes sociais, onde o reverendo reúne quase 290 mil seguidores, ele ainda se apresenta como pastor da igreja e não comentou o caso.
‘Você mexe comigo’
Os autos, obtidos pelo Metrópoles, também reúnem mensagens trocadas entre o reverendo e a ex-funcionária. Em diferentes ocasiões, Arival sugere encontros reservados e afirma: “Você mexe comigo”. Em outra mensagem, diz que gostaria de contar, em particular, “o que sinto por você”.
As conversas mostram ainda mensagens enviadas e apagadas posteriormente, inclusive durante a madrugada. Em uma das ocasiões, a funcionária responde: “Prefiro não receber essas mensagens, pastor”.
Na ação, a ex-funcionária também relata que Arival ia diariamente até sua mesa para abraçá-la e fazia comentários sobre sua aparência. Segundo ela, o pastor sugeria que usasse “maquiagem e roupas mais curtas para chamar mais atenção”. Em outra ocasião, teria dito, diante de colegas, que “ainda se casaria” com ela.
Leia a nota da IPB na íntegra
“A Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) esclarece que o processo judicial mencionado em publicações recentes foi encerrado por meio de acordo homologado pela Justiça, no qual ficou expressamente excluído qualquer reconhecimento da prática de assédio.
No acordo, as partes reconheceram, de maneira restrita, que determinadas mensagens relacionadas ao episódio foram inoportunas, inadequadas e infelizes.
O caso também foi apurado no âmbito eclesiástico, em processo regular conduzido pelo Presbitério de Pinheiros. Após a análise dos argumentos das partes, foi aplicada medida disciplinar ao pastor envolvido. Ele reconheceu a inconveniência das mensagens e pediu perdão pessoalmente à reclamante, na presença dos integrantes responsáveis pelo procedimento.
Cumprida a medida disciplinar, o processo eclesiástico foi encerrado e arquivado, sem recurso das partes.
A Junta Missionária de Pinheiros foi integralmente ressarcida pelo pastor, não tendo a IPP ou a JMP arcado com os custos da indenização.
A IPP reforça que qualquer referência ao episódio deve permanecer restrita aos fatos efetivamente apurados e às providências adotadas, sem atribuir aosprocessos conclusões que deles não constam.
O caso foi devidamente tratado e encerrado nas instâncias competentes, sempre com respeito à dignidade e à privacidade das pessoas envolvidas.”
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Pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros deixa cargo após acusação de assédio por ex-funcionária
O pastor Arival Dias Casimiro deixou o cargo de titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) após fechar um acordo na Justiça do Trabalho com uma ex-funcionária que o denunciou por assédio e abuso espiritual. Em nota publicada no sábado, a IPP informou que o processo foi encerrado por meio de um acordo, “no qual […]