Em uma nota divulgada na noite desta sexta-feira, a direção nacional do Republicanos elencou os motivos pelos quais decidiu rever o veto à candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Entre as razões citadas estão um pedido de desculpas do parlamentar após ter feito uma série de recuos e o desempenho dele nas pesquisas de intenção de voto.
De acordo com a legenda, a “decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim”.
O partido também declarou que “foi considerado o desempenho do senador nas pesquisas de intenção de voto e a manifestação de diferentes setores da sociedade mineira favoráveis à sua candidatura”.
Além disso, a direção nacional do Republicanos informou que Cleitinho não vai usar o fundo eleitoral do Republicanos na disputa.
Em uma nova reviravolta na corrida eleitoral de Minas Gerais, Cleitinho reverteu o veto imposto pelo seu partido à sua candidatura ao governo estadual e anunciou que entrará na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Agora, o parlamentar tem o aval da direção nacional e estadual da legenda para concorrer. O anúncio da candidatura foi feito por Cleitinho e pelo presidente do Republicanos de Minas, Euclides Pettersen, em entrevista feita em Divinópolis (MG), reduto eleitoral do senador.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho mostrou que Cleitinho lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno ao governo de Minas Gerais. No cenário mais amplo de primeiro turno, com o maior número de candidatos, Cleitinho pontua 35%.
No cenário mais amplo de primeiro turno, com o maior número de candidatos, Cleitinho pontua 35%. Ele é seguido por Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, com 12%, e por Patrus Ananias (PT), com 10%. O governador de Minas, Matheus Simões (PSD), aparece em quarto lugar, com 6%.
O candidato do PL, o empresário Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), marca somente 2%.
Apesar da liderança, Cleitinho passou os últimos meses enviando sinais dúbios se entraria ou não na disputa eleitoral.
Inicialmente, o Republicanos tinha a expectativa de que ele anunciasse uma decisão até a data da convenção estadual de Minas Gerais, que aconteceu no dia 26 de julho, mas não houve definição e o senador não esteve presente no evento. Na ocasião, justificou sua ausência pela morte de um irmão, ocorrida dias antes.
Desde a semana passada, porém, o senador passou a sinalizar que estava decidido a entrar na disputa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, publicado após dez dias de silêncio do parlamentar desde a morte do irmão mais novo, o senador afirmou que “aceita a missão”.
A publicação, feita na terça-feira da semana passada, foi vista por aliados do senador em Minas como um sinal de que ele havia se decidido e como uma prévia da oficialização da candidatura.
Apesar disso, o partido resistia a lançá-lo e chegou a decidir que apoiaria Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil de Minas, como candidato a governador. Enquanto Cleitinho publicava o vídeo, Aro participava de uma reunião em Brasília com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do presidenciável.
O presidente do PL em Minas Gerais, Zé Vitor, também esteve presente e o presidente nacional do Republicanos participou de uma parte da conversa por telefone.
Em novas reviravoltas, Marcelo Aro não teve o apoio de nenhum desses partidos. O PL de Flávio lançou o empresário Flávio Roscoe como candidato a governador e o próprio partido de Aro, que forma uma federação com o União Brasil, decidiu apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), afilhado político do candidato do Novo a presidente, Romeu Zema.
O político do PP vai disputar o Senado em uma candidatura avulsa, sem estar uma chapa vinculada a nenhum governador.

