A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta terça-feira (6) que o risco de uma epidemia na Rússia é baixo após a morte repentina de uma técnica de laboratório que trabalhava em um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria.
Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, disse que não há sinais de um surto mais amplo.
— Todos os contatos da paciente teriam sido identificados e estão sendo monitorados quanto a doenças, e nenhum até o momento apresentou sintomas de doença — afirmou.
Darya Shipilova, funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, morreu na semana passada em um hospital na cidade vizinha de Shelekhov. O falecimento levou as autoridades a colocarem o hospital em quarentena e a submeterem a vigilância médica as pessoas que haviam estado em contato com ela.
A OMS avaliou o risco à saúde como “moderado a baixo” para Irkutsk, “baixo” para o resto da Rússia e “muito baixo” para a Europa.
Rússia nega doença
Nesta segunda-feira (5), as autoridades russas tentaram acalmar a preocupação gerada pela morte da jovem, assegurando que os exames realizados após o seu falecimento não detectaram vestígios da doença e que a situação está “sob controle”.
A morte de Daria Chipilova, técnica de laboratório de 28 anos do Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, havia gerado inquietação depois que um veículo de imprensa informou que ela poderia ter contraído peste pneumônica após a quebra de um tubo de ensaio.
No entanto, uma comissão especial de especialistas concluiu que a causa da morte foi uma “pneumonia de etiologia indeterminada”, afirmou o governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev.
A investigação realizada pela agência sanitária russa Rospotrebnadzor determinou que “não foi detectado nenhum microrganismo relacionado à atividade profissional da jovem em suas amostras biológicas”, disse o responsável regional no Telegram.
Peste pneumônica: risco de epidemia na Rússia é baixo, diz OMS após episódio que matou pesquisadora
