A Petrobras divulga hoje, após o fechamento do mercado financeiro, seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030. Os investidores estarão de olho em cada linha dos planos da estatal.
A expectativa é de que a empresa liderada por Magda Chambriard vai colocar o pé no freio e reduzir seus investimentos para os próximos anos em comparação ao plano que está em vigor neste ano.
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De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, a estatal pretende destinar em torno de US$ 91 bilhões (R$ 485,5 bilhões, de acordo com o câmbio de ontem) em projetos que serão implantados nos próximos cinco anos e outros US$ 15 bilhões (R$ 80,0 bilhões) serão alocados em uma carteira de avaliação. Assim, a soma deve chegar a US$ 106 bilhões (R$ 565,5 bilhões).
Como base de comparação, o plano atual, válido para 2025 a 2029, prevê um total de US$ 111 bilhões (R$ 592,2 bilhões) em investimentos, sendo US$ 98 bilhões (R$ 523,0 bilhões) em carteira de implantação e US$ 13 bilhões (R$ 69,4 bilhões) em carteira de avaliação.
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A última reunião com a alta cúpula da estatal neste ano está marcada para essa quinta-feira, quando o governo, por meio do Conselho de Administração, dará a aprovação final aos números.
O novo plano de negócios é aguardado pelo mercado, pois funciona como um termômetro para toda a indústria do petróleo, incluindo fornecedores de equipamentos e serviços. Indica como a estatal deve impulsionar o setor no Brasil nos próximos anos.
Segundo as mesmas fontes consultadas, a Petrobras deve manter o foco em exploração e produção, como já vem ocorrendo nos últimos anos, com ênfase nos campos das bacias de Campos e Santos, especialmente no pré-sal, além de implementar um amplo programa de recuperação de campos já em produção.
A Margem Equatorial também segue como uma das prioridades estratégicas. Atualmente, a Petrobras prevê a perfuração de oito poços distribuídos pelos seis blocos que compõem a região, que vai do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte.
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Em outubro, a companhia obteve a primeira licença do Ibama para perfurar um poço na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, área integrante da Margem Equatorial. É ainda uma fase de pesquisa da ocorrência de petróleo nessa região da costa brasileira.
Nos últimos meses, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem demonstrado preocupação com o preço do petróleo, que hoje gira em torno de US$ 60 o barril. Em eventos recentes, ela afirmou que a companhia manterá o foco na redução de custos e na priorização de campos mais produtivos nos próximos anos.
Em relação aos investimentos previstos de US$ 106 bilhões previstos para os anos de 2026 a 2030, a estatal disse recentemente que o plano de negócios ” ainda está em processo de análise e aprovação”.
Além disso, o plano atual não prevê ainda a recompra de refinarias que foram vendidas na gestão de Jair Bolsonaro, afirmaram fontes ouvidas pelo GLOBO, possibilidade que Magda não afasta.
A estatal deve anunciar ainda, além de um elevado programa de corte de custos, foco renovado em projetos de maior rentabilidade, com alta produtividade, como os de campos do pré-sal.

