A Polícia Federal informou, nesta quarta-feira, que vai solicitar a inclusão do menino Édson Davi, que desapareceu na Barra da Tijuca em janeiro de 2024, na Difusão Amarela da Interpol, um alerta internacional para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. O pedido será feito após a mãe da criança entrar em contato com a PF com a suspeita de que o menino estivesse entre as 163 crianças resgatadas em uma operação policial contra tráfico humano na Flórida, nos Estados Unidos. De acordo com as autoridades americanas, não há nenhuma criança brasileira entre o grupo localizado no âmbito da Operação Statewide Shield.
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Após o contato da família de Édson Davi, o Núcleo de Cooperação Policial Internacional (NCI/PF/RJ) deu seguimento aos trâmites necessários para formalizar a solicitação junto à Interpol. A mãe dele, Marize Araújo foi acionada para entregar documentos na sede da PF no Rio.
A Difusão Amarela é um mecanismo destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive em outros países. Após o encaminhamento pela autoridade policial competente, cabe à própria INTERPOL analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países-membros da organização.
Relembre o caso
Edson Davi desapareceu na tarde de 4 de janeiro de 2024. Ele estava em uma praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudeste do Rio, acompanhando o pai, que tem uma barraca na areia, num dia de trabalho. O caso foi registrado pelos pais na 16ª DP (Barra da Tijuca), mas a investigação foi transferida para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).
As primeiras filmagens obtidas na praia, no dia do desaparecimento, mostravam o menino em um quiosque onde, segundo um funcionário, Edson teria pedido uma prancha de bodyboard emprestada. Contudo, como o mar estava agitado, ele teria negado o pedido. Depois, as imagens revelam a criança voltando para a areia.
Em depoimento, um funcionário da barraca dos pais de Edson contou que observou ele molhando os pés no mar, por volta das 15h30. Ele disse que chamou a atenção do menino devido ao perigo da correnteza, já que, no dia, a praia tinha bandeiras vermelhas sinalizando o mar agitado.
Imagens obtidas pela DDPA mostraram Edson na beira do mar antes de desaparecer. A gravação foi feita por uma testemunha, às 15h37, que fazia um vídeo sobre a paisagem do local. Já às 15h57, outras filmagens mostraram a criança andando no calçadão da praia e, em seguida, caminhando para a areia. Ele estava sozinho naquele momento.
Os últimos registros analisados pela DDPA são de Edson próximo à barraca do pai, com o cabelo seco, em um horário mais adiantado, por volta de 16h47 do dia 4 de janeiro. A filmagem trouxe esperança à mãe, Marize Araújo, que contesta a linha de investigação da polícia de que seu filho tenha se afogado no mar.
Para ela, seria impossível que Edson se afogasse, já que ele tinha medo de entrar na água. A família defende que o menino tenha sido sequestrado por um estrangeiro que vinha frequentava a praia. A polícia descartou o envolvimento do homem porque ele foi visto, em imagens, deixando o local sozinho.
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A Polícia Federal informou, nesta quarta-feira, que vai solicitar a inclusão do menino Édson Davi, que desapareceu na Barra da Tijuca em janeiro de 2024, na Difusão Amarela da Interpol, um alerta internacional para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. O pedido será feito após a mãe da criança entrar em contato com a PF com […]