A Polícia Federal mira nesta quinta-feira em um grupo de três hackers na nova fase da Operação Compliance Zero. Eles atendiam a demandas da estrutura chamada “A Turma”, suspeita de intimidar e vigiar desafetos e acessar informações sigilosas de processos judiciais em curso a mando do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A PF coletou provas da atuação desse grupo a partir do material apreendido com o empresário Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, que era o responsável por operacionalizar as ações da “Turma”. Ele tentou se suicidar após ser preso na operação Compliance Zero deflagrada em abril – a mesma que também deteve Vorcaro. Mourão foi encontrado desacordado na cela e morreu dias depois no hospital devido ao tempo em que ficou sem oxigenação no cérebro.
Além dos hackers, a PF prendeu preventivamente Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, e um agente da PF suspeito de fazer parte do grupo “A Turma”. Uma delegada da corporação também foi alvo de busca e apreensão. Os dois estavam na ativa e foram afastados do cargo.
Os investigadores apontam que Henrique Vorcaro também passava serviços a Sicário, com quem mantinha contato.
Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Master na Corte.
Em nota a PF, informou que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar “condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos”. Os crimes investigados são ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, violação de sigino funcional e invasão de dispositivos informáticos.

