Flamengo e Botafogo chegam ao clássico deste domingo com elencos de profundidade e momentos distintos, mas encontram no meio-campo dois jogadores que atravessam situações parecidas. Erick Pulgar, chileno de 32 anos que renovou esta semana com o Flamengo até 2029, e Danilo, meia de 25 que decidiu permanecer no Botafogo, resistiram ao assédio internacional e se consolidaram como peças importantes de suas equipes.
Se Pulgar é mais um elemento de um elenco recheado de estrelas e Danilo tem maior protagonismo em uma equipe com menos recursos técnicos, os dois assumiram aos poucos o papel de pilares de seus times.
Além da força e da dedicação, Pulgar e Danilo são versáteis e agregam qualidade. O camisa 5 do Flamengo, apelidado de “pitbull” por sua dedicação em campo, tem capacidade de sair com a bola e ultimamente marcou presença no ataque, com gols e lances de bola parada.
No caso de Danilo, a qualidade de camisa 8 para chegar ao gol é conhecida e o levou à Copa do Mundo, mas desde o retorno houve a impressão de não ser utilizado em sua plenitude, como o próprio craque chegou a admitir. Pela falta de alternativas no elenco, o volante precisou exercer outras funções, às vezes mais marcador, às vezes mais criador. E acabou não fazendo nem uma coisa nem outra tão bem.
Esta semana, Pulgar fechou o novo contrato com o Flamengo e evitou uma saída para o mundo árabe. Em meio a um pedido de valorização que não era atendido, se frustrou e cogitou sair. Mas a identificação com a torcida e as reações às suas atuações, principalmente na Libertadores, pesaram para a permanência.
Danilo recusou a ida para o Zenit, da Rússia, em operação que o Botafogo tentou levar adiante pela contratação do atacante Luiz Henrique. Segue feliz no clube, com os salários em dia, e se recuperou de um problema muscular para voltar ao time. No Flamengo, Léo Pereira também retorna após fadiga. No lugar de Plata, vendido, Paquetá, Carrascal e Luiz Araújo são opções.

